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Capitulo 12 de Pride - Not found

Sábado, 01.10.11

Está pequeno, não tenho tempo para nada, não revi etc... Desculpem 

 

Capitulo 12

 

Cally não teve tempo para pensar, nunca fez nada tão grave. Havia vestígios dela por todo o lado. Felizmente Frank era um homem muito magro e Cally conseguiu agarra-lo e pô-lo com um saco do lixo. O seu tio, como assassino habilidoso, compra sacos muito grandes para as suas vítimas, agora estava morto numa. Antes de ir pegou nas luvas que tinha no bolso da saia e limpou com um pano todos os possíveis vestígios. Ainda ficavam muitos, como é óbvio, mas os mais visíveis estavam apagados. Cally colocou o pano no saco pegou nele arrastando-o com alguma facilidade. Colocou no carro e olhou para as duas casas que cercavam a do tio. Tudo estava fechado numa, e noutra apenas uma janela estava fechada com uma cortina preta. Não havia carros a passar pela estrada, por isso ela estava mais ou menos bem. Ao sentar-se no carro levou as mãos à cabeça. Não podia entrar em pânico agora, tinha que ser fria.
            Conduziu até uma floresta num local bem longe da movimentação de Washington DC e retirou o saco para o chão controlando a sua respiração. Olhou para ele e pôs alguns ramos secos em cima dele lançando fogo. Pareceu demorar séculos, já tinha anoitecido há imenso tempo e o corpo ainda estava a arder deixando no ar um cheiro pestilento. Horrível. Cally já tinha vomitado as tripas tanto por causa dos nervos como pelo cheiro nojento. Eram dez horas da noite quando Cally se encheu de forças e foi tapar o resto das chamas e viu os ossos que restavam do corpo. Cally respirou fundo e tapou o nariz agarrando nos ossos e colocando noutro saco saindo dali o mais rápido que pode, foi em direcção a um lago que estava a dez minutos de distância e colocou os restos lá mais a sua faca e partindo em direcção da casa de Helen.

            -O que é que se passa? – Perguntou Helen ao ver Cally com a cara vermelha e suja de sangue. O botão de Cally caiu e ela abraçou-se à psicóloga tremer. Agora sim, o medo começava a apoderar-se dela para depois sair com mais facilidade e ela sentir-se algo confortada com o abraçado de Helen.
            -O meu tio ameaçou-me – disse começando a contar a história toda. Várias vezes ela estremeceu ao ouvir algo tão real e sangrento.
            -Tens que ir à polícia Cally! – Exclamou ela.
            -Queres-me ver presa? – Perguntou. – É só dizer-lhes uma palavra e eles descobrem tudo. Para além de que já me livrei do corpo. – Cally levou a mão testa e depois aos olhos esfregando-os. – Algo está errado.
            -Lamento tanto Cally – Disse Helen, que em Cally tinha visto mais do que uma mera paciente, se fosse outra rapariga, Helen tratava-a e convencia a pessoa a ir à policia entregar-se e redimir-se, mas não faria isso a Cally, não era capaz.
            -Também eu – disse ela levantando-se e saindo para casa.

            Olhou para o relógio antes de pôr um pé dentro de casa. Eram dez para a meia-noite. Quando passou pela sala viu a sua mãe deitada no sofá a dormir com o telemóvel na mão e ergueu o sobrolho desconfiada, mas não a acordou; ao passar pela cozinha viu o seu pai a ver televisão enquanto batia o pé nervosamente no chão. Ao vê-la saltou da cadeira e foi para a sua frente.
            -Cally! Oh, ainda bem que estás bem! Tentei telefonar-te um milhão de vezes! – Repreendeu-a Gordon com um ar preocupado. Cally abanou a cabeça confusa, não estava a perceber.
            -Porque é que estás assim? – Perguntou ela erguendo mais uma vez a sobrancelha.
            -Nada… é que - Bastou aquele pequeno milésimo de segundo para Cally se aperceber que ele ia dizer uma mentira e a partir daí estava tudo explicado para ela. – Estava preocupado porque não passaste tempo nenhum por aqui, hoje. Pa---
Os olhos de Cally encheram-se de lágrimas ao olhar para o estupor do pai.
            -EU ODEIO-TE – gritou empurrando-o e fazendo-o embater numa cadeira. Ele olhou-a confuso. – Como é pudeste fazer isto? – Gritou-lhe. – Eu quase morri hoje, por tua causa! Porque é que mudaste de ideias? - Cerrou os dentes e vendo que ele não lhe ia responder e foi para o quarto conseguindo ouvir a mãe abriu a porta da cozinha.
            Will saltou da janela e olhou-a assustado vendo o seu estado. Ela deu um grito ao ver Will não estava à espera que ele estivesse ali.
            -Credo Will! – Gritou-lhe.
            -O que é que aconteceu Cally? – Perguntou não ligando ao que ela disse a aproximando-se.
            -Matei o Frank – disse abraçando-se a ele e sentindo os seus músculos endurecerem. Ela afastou-se e retirou o cabelo do pescoço para mostrar-lhe as marcas bem fincadas do seu tio.– Ele tentou matar-me.
            -Porquê?
             -O meu pai pediu-lhe. – Will não teve tempo de dizer nada, pois ouviu gritos e passos no corredor e escondeu-se o mais rápido que conseguiu debaixo da cama. Gordon abriu de rompante a porta e olhou a filha.
            -Sai daqui – gritou-lhe ela. – Nem penses em te chegar ao pé de mim.
            -Tu tens que sair daquela banda! – Gritou-lhe pensando que isso a ia fazer mudar de ideia.
            -Porquê? Por ti?! Poupa-me, que eu vou fazer-te o mesmo. Agora sai do meu quarto. – Retribuiu Cally e aproximou-se. – Se fazes alguma coisa à mãe, eu mato-te.
            -O quê?! Callypso, poupa-me tu, sim? – Ficaram a olhar durante alguns segundos, até que Gordon encolheu os ombros – Tudo bem, fica famosa e diverte-te com os paparazzi todos a apanharem-te a matar alguém. – Virou-lhe costas.
            -Eu parei com isso – declarou Cally quando o pai estava a abrir a porta – eu parei, por isso não vou ser apanhada.

Autoria e outros dados (tags, etc)

por Cate J. às 23:41

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