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One-shot - The double - part IV

Segunda-feira, 04.07.11

 


 


Parte IV/IV


 



                - Vou dar um mergulho se não te importares. – Informou Korie pedindo desculpa com os olhos.
                -Não devias, o mar está perigoso Korie. Está bandeira amarela. – Preocupou-se Fred.


                -Não te preocupes. – Ela virou-lhe as costas e mergulhou contra a corrente. Adorava a sensação, gostava de medir força com o mar. Todos lhe costumavam dizer que era uma loucura, mas ela nunca deu ouvidos.  Virou-se para a costa e reparou que já estava longe o suficiente do perigo da corrente, mas perto o suficiente do perigo das rochas. Quando se virou novamente para a imensidão do mar nem teve tempo de se proteger e ir para baixo de água, pois a onda apanhou-a com uma brutalidade imensa e enrolou-a nela. Sentiu uma pancada forte na cabeça que a fez ficar ainda mais atordoada do que já estava. Havia sangue espalhado por toda a água e ela já não conseguia suportar mais estar sem respirar. Lutou para ir à superfície, mas as ondas não a deixavam. O escuro estava a apanha-la, apesar de ela não querer. Esbracejou mais um bocado e sentiu algo macio como pele humana. Abriu os olhos com esforço e viu uma braço puxa-la.
 
                -Korie. Korie. Por favor acorda. – A voz rouca que Cate conhecia era a do rapaz do bar. Mas porque raio lhe estava a chamar Korie? Ela tinha-lhe dito o nome, era Cate! Cate!
Cate abriu os olhos devagar sentia uma enorme dor de cabeça e estava deitada de lado como se faz a uma pessoa que está doente e tem medo que ela sufoque com o próprio vomitado. Para sua surpresa ela tossicou e deixou alguma coisa sair da sua boca. Sentia-se molhada, tinha o queixo a tremer com frio e estava de biquíni.
                -Porque é que eu estou de biquíni? – Perguntou sentando-se devagar.  Quando viu que estava na praia levantou-se, mas teve uma tontura. – O que é que eu estou a fazer neste lugar? – Gritou – Eu mato o estúpido que se aproveitou de mim e me trouxe para aqui!
                -Calma… Cate?
 Cate suspirou e assentiu não achando muita piada em estar na praia. Ela detestava toda aquela imensidão de água. Ela detestava água, peixes, toda a família de palavras de praia.
                - Sim. Foste tu que te aproveitaste de mim?
                -Não! – Defendeu-se Fred. – Eu não me aproveitei de ti. Anda comigo, estiveste inconsciente durante algum tempo.
 Só agora Cate conseguia reparar que havia dezenas de pessoas à sua volta. Fred ajudou-a a levantar. Ela tentou andar pelos seus próprios pés mas os seus músculos falhavam.
                -Se calhar devíamos ir ao médico – propôs Fred agarrando-a.
                -Não. Isto já me aconteceu uma vez. Por isso é que detesto tanto a praia.
                -Oh! – Exclamou ele admirado. Ela queria-lhe perguntar qual era a admiração mas não valia a pena. Não iria mudar nada. Deixou-se ser levada por Fred e aproveitou para mandar olhares às raparigas que a olhavam ciumentas. Fred era bastante bonito e despido ainda era melhor.
                -Pronto senta-te. – Mandou Fred abrindo a porta do seu carro e colocando-a no chão.
                -Oh – amuou Cate – Eu gosto de andar ao teu colo – disse olhando-o nos olhos e sentando-se. Ele abafou um riso e foi para o lado do condutor.
                -Não vamos ao hospital, pois não? – Perguntou Cate, ela detestava médicos, apesar de ter um fraquinho pelo seu médico familiar. Podia ser trintão mas era tão bom e tão ou mais em forma que Fred.             
                -Não.
Pela segunda vez naquele carro a viagem foi feita em silêncio. Agora a quem incomodava era a Cate e não a Fred.
Fred só parou no conservatório.
                -O que estamos aqui a fazer?  - Perguntou Cate saindo do carro e encarando Fred.
                -Anda. – Pediu ele. Ela olhou para as suas roupas, ainda estava um pouco molhada e estava só de biquíni. – Toma, tens aqui as tuas coisas – disse passando-lhe um saco. Cate retirou de lá um vestido branco e olhou para ele.
                -Isto não é meu! – Exclamou. Fred riu-se e assentiu.
                -Acredita que é.
Ela fez uma cara de nojo, detestava branco, mas teve que vestir pois não queria ficar nua. Até que queria, mas não no meio da cidade como as pegas. Calçou os chinelos e deu a mão a Fred que a puxou para o meio do conservatório.
                -Olá mãe – cumprimentou Fred sorrindo. A funcionária ruiva disse olá ao telefone. – Queria um cartãozinho mãe. Quero leva-la à sala de ballet.
A mãe desligou o telefone e olhou para ele.
                -Para quê? Sabes que não gosto que tragas raparigas para aqui.
                -Eu sei mãe. Não vamos fazer nada de mal. É que a Cate adora ballet. – Cate olhou para ele, mas num segundo percebeu logo que era uma mentira para o deixarem entrar.
                -Está bem, toma. Cuidado.
                -Obrigada – disse Fred sorrindo e colocando tanto nele como em Cate um cartão que dizia: visitante. Assim que os seguranças vissem o cartão deixariam passa-los.
 Por sorte, não havia aulas aos sábados à tarde, Fred e Cate entraram com cuidado. Ela, assim que viu tantos espelhos olhou assustada para Fred. Ele deu-lhe um olhar tranquilizante e fez com que ela olhasse para si mesma.
                -Tiveste este tempo todo sem te olhares aos espelho? Sem saber como eras?
 Cate encolheu os ombros.
                -Habituei-me. Como é que sabes?
                -Tu contaste-me. Antes de ires para o mar tu contaste-me. – Cate aproximou-se dos espelhos e viu um corte acima da sua testa, ao tocar-lhe doía, mas não era nada de grave. 
                -Fred, eu não te conheço.
                -Sofres de dupla personalidade. Ou és a Korie ou és a Cate. Completamente opostas. Quem és agora?
                -A Korie, Fred! Pára com isso estás a assustar-me, por favor. – Ela já não olhava para os espelhos.
                -Vês? Ainda agora estava a falar com a Cate. Estás em constante mudança.  – Fred pegou levemente na cabeça de Korie e fez com que ela olhasse para os espelhos.
                -Não. Não. Pára. Fred! Pára! – Pedia Korie enquanto olhava para ela própria. Só se conseguia lembrar da rapariga igual a ela fisicamente mas nada igual mentalmente.
                -Korie. Olha para ti. Diz-me quem vês. – murmurou Fred ao seu ouvido quando ela parou de se mexer. Korie começou a ficar pálida e Fred achou que era melhor parar e virou-a para si.         
                -Quem vês Korie? – Perguntou-lhe. Os olhos da rapariga encheram-se de lágrimas.
                -Era por isso que a Brenda sempre foi tão estranha comigo. Era por isso que por vezes me sentia presa dentro de mim própria. Era por isso que me lembrava de coisas que não faziam sentido e era por isso que eu tinha o armário cheio de roupa que não vestia.
Fred assentiu e abraçou-a tentando fazer com que ela parasse de chorar.
                -A tua mãe tirou os espelhos de casa e a tua amiga decidiu que se não conseguia comunicar contigo de um modo fácil faria de outro difícil.
                -Isso quer dizer que todos os sonhos que eu digo que tenho… Nada é um sonho – constatou Korie. – Agora tudo faz sentido Fred. – mumurou voltando para o seu abraço.
                -Foste ao psicólogo errado princesa.
                -Agora estou no certo? – Perguntou olhando-o.
                -Assim que eu tirar o meu curso – sorriu ele dando-lhe um beijo leve nos lábios.



 


Não revi e fiz isto às 3:00 da manhã por isso não se admirem de estar uma porcaria.

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One-shot - The double - part III

Domingo, 03.07.11

 


ParteIII/IV





                -Achas que te posso mostrar uma coisa? – Perguntou ele. Korie ficou logo tomada pela curiosidade e aceitou. Fred fez questão de lhe pagar a conta, o que ele não sabia é que Korie foi atrás dele e pediu ao empregado o dinheiro de volta e pagou-o ela própria. Ele já estava no carro quando Korie chegou ao estacionamento.
                -E então? – Questionou Korie curiosa. Sentou-se a seu lado. – Não me vais raptar, pois não?
 Fred riu-se.
                -Não. Vou-te ajudar.
 Korie olhou para ele, mais uma vez confusa. Ajuda-la como? Ela tinha uma vida perfeita, a única coisa a que ela precisava de ajuda era para pedir a atenção da mãe, mas nisso ela tinha a certeza que Fred não a iria ajudar.
Não demorou muito tempo até Fred parar um carro. Korie não sabia o que ele lhe queria mostrar visto que havia lojas, bares e discotecas por todo o lado.
                -O que é que me pode ajudar aqui? – Perguntou Korie em tom de brincadeira, Fred sorriu e fez um gesto com a cabeça em direcção ao bar. Ela assentiu e saiu do carro, acompanhado dele entraram no bar. Fred pediu duas cervejas e indicou à mais recente amiga uma mesa para se sentar.
                -Fred, eu não estou a perceber. O que é que estamos aqui a fazer? – Ela já estava com medo, nunca confiara em muitos rapazes e Fred estava a mostrar-se muito estranho.
                -Não te lembras de nada? – Perguntou ele. Korie sentou-se e fez uma expressão estranha. Colocou a mão na mesa e Fred só a conseguir ver a estremecer e os seus pêlos do braço arrebitarem. – O que se passa?
 Korie olhou-o um pouco confusa.
                -Já te aconteceu sonhares com algo e não te lembrares e depois vês alguma coisa ou passar por algum lado e lembraste que sonhaste com aquilo? - Korie falava baixo e timidamente, era uma coisa que lhe acontecia algumas vezes.
                -Sim, uma vez sonhei com um livro mas só quando o vi à minha frente é que me lembrei… é uma coisa normal. O que sonhaste Korie? – Questionou-lhe Fred, ele olhava para ela de um modo estranho.
                -Sonhei contigo – Korie corou e sorriu timidamente – estávamos aqui mais a minha melhor amiga, a Brenda – Fred sorriu mas Korie não se estava a sentir bem – Fred, eu já vi aqui algumas vezes mas a verdade é que não gosto nada do lugar. Por favor, vamos voltar para a praia.
Fred olhou para a mesa arranhada, não sabia como lhe dizer. Não sabia como lhe explicar que aquilo não tinha sido um sonho.
                -Está bem. – Fred levantou-se e pagou a conta, desta vez Korie não foi por trás dele e pagou-lhe ela mesma, pelo contrário, foi a primeira a sair. Viajaram até à praia em silêncio. Apesar de para Korie o silêncio até lhe estar a saber bem, para Fred não, ele estava a detestar. Tudo aquilo lhe fazia lembrar as discussões que o seu pai e a sua mãe tinham em casa antes de sair, e depois no carro, para não fazerem o mesmo à sua frente calavam-se e o ambiente ficava pesado.
                -Não sei o que tentaste fazer Fred, mas eu não preciso de qualquer ajuda. Obrigada. – Agradeceu Korie, deu um passo em frente e deu-lhe um beijo na bochecha e afastou-se sorrindo.
                 Despiu o vestido branco que lhe caía até ao joelho e estendeu a toalha. Estava calor, por isso, ela encaminhou-se até ao mar.
                -Já tiveste um amigo imaginário? – Era a voz rouca que lhe estava a perguntar aquilo. Korie virou-se e suspirou.
                -Sim. Porquê?
                -Quando os meus pais discutiam, eu falava com um amigo que imaginava. Os meus pais chegaram a levar-me a um psicólogo. – Korie sorriu e abanou a cabeça.      
                -Eu também. Costumava falar com ela no espelho. Era muito parecida a mim, mas era tudo o que eu não era e sabia tudo o que eu não sabia. – Desabafou a rapariga mexendo a água com um pé.
                -O psicólogo disse aos meus pais que eles precisavam de parar de discutir e ainda me disse a mim, em tom de segredo, que tudo o que meu amigo me dizia era o meu subconsciente a falar. E ainda, que se eu quisesse continuar com o meu amigo, continuava. Cresci a tê-lo, mas tive que me despedir quando fui para o liceu – riu-se.
                -Isso é porque não foste a psicólogo privado – sorriu Korie. – Eu também fui e ele disse o mesmo à minha mãe. Em casa, ela retirou todos os espelhos que tinha e eu parei com a minha amiga. Depois fui para o liceu encontrei amigas e tal fiquei bem.
Korie deu uma gargalhada que fez com que Fred ficasse a olhar para ela de uma forma confusa.
                -Sabes como é que eu sei o que é sexo hoje? – Perguntou-lhe Korie. Fred fez uma cara de gozo.
                -Não! Jura!
                -Yup – respondeu-lhe de forma informal. – Tinha dez anos e ela simplesmente disse que tinha visto os pais na cama. Eu muito inocente perguntei porquê e ela disse: Bolas Korie, estavam a fazer sexo!; eu fiquei completamente apavorada.
                -Como se chamava a tua amiga?
                -Cate. – Fred sorriu.



Agora já devem estar a perceber mais ou menos, não? 
Para a próxima parte fica tudo exclarecido :)
 

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One-shot - The double - part II

Sábado, 02.07.11

 


Parte II/IV 



Catherine remexeu com a palhinha na sua bebida e olhou para trás. Sorriu ao ver Brenda ela também sorriu e sentou-se ao lado dela.
            -Então o que fizeste esta tarde? – Perguntou Cate.
 Brenda olhou-a de alto a baixo, estava com um vestido preto bem curto e o cabelo muito bem apanhado. A maquilhagem era carregada e também escura. Tinha um pendente ao pescoço que parecia um crânio.
            -Brenda?
            -Oh desculpa, estive com umas amigas na praia. E tu o que fizeste?
            -A dormir, a noite de ontem foi intensiva – riu-se. Cate olhou para cima do ombro de Brenda e sorriu perversamente. A amiga virou-se para trás e olhou para Fred. Estava com uma t-shirt branca e umas calças de ganga escuras. Cate mordeu o lábio.
            -Já sei a quem vou pagar uma cerveja – Cate levantou-se, mas Brenda foi mais rápida e colocou-se à sua frente.
            -Ele deve vir acompanhado, acho melhor não, Cate. – Brenda, na opinião de Cate, estava estranha. Normalmente ela não a impedia de se divertir.
            -Qual é a tua Brenda? Se ele estiver acompanhado só me tenho que certificar que não é a namorada.
Cate, atrás dele viu entrar uma rapariga loura.
            -Vês? Está acompanhado.
            -Quem é? – Perguntou Cate meio zangada, ela nunca tinha petiscado um rapaz tão bonito. Não que andasse com rapazes feios mas aquele era sem dúvida o mais bonito.             -Uma amiga, não os chateies, por favor. – Praticamente que Brenda suplicava.
Ela sentou-se. Ficou assim praticamente a noite toda, olhava para o rapaz que nem sequer tinha dado por ela. Ele tinha o cabelo louro e olhos azuis e era incrivelmente engraçado e apesar da rapariga estar sempre a rir-se e parecer gostar dele, Cate não gostava dela. Era demasiado tímida e ingénua para o beijar.
            -Tenho que ir à casa de banho – informou Brenda levantando-se. Quando ela se levantou fez um pequeno ruído com a cadeira fazendo o rapaz olhar para a mesa delas. Cate sorriu-lhe e ele abanou a cabeça disse algo à amiga loura que ficou um pouco desapontada e pediu mais um copo. Cate sorriu ainda mais quando viu o rapaz dirigir-se a ela.
            -Então? – Perguntou ele. – Tudo bem?
            -Sim, melhor agora. – ele sorriu. – Como te chamas? – Perguntou Cate. Ele olhou para o chão, estava desapontado, mas ela não percebia porquê. O seu sorriso desapareceu por momentos.
            -Frederick. Fred para os amigos – Cate abriu novamente o seu sorriso e ficou a olhar os seus olhos azuis.
            -Eu chamo-me Catherine, Cate para os amigos. – ele fez uma expressão confusa e quando ia perguntar algo Brenda apareceu, parecia um pouco assustada. - Passou-se alguma coisa? – Perguntou Cate.
            -Sim, posso falar contigo Fred? – Perguntou Brenda. – Sou a Brenda, da praia. – Ela sorriu feita parva. Ele assentiu e levantou-se.
            -Sim, podes.
Fred e Brenda deixaram Cate sozinha durante uns segundos, o que a deixou completamente furiosa. Brenda nunca se tinha intrometido na sua caçada. Cravou as unhas na mesa de madeira completamente irritada e deu um último gole na sua bebida. 
Brenda deu-lhe um olhar de desculpa mas Cate não estava nem aí.
            -Sim, obrigadinha por me teres estragado a noite. – Disse-lhe irritada e saiu ainda a tempo de ver a loura dar-lhe uma estalada. – Bem feito – riu-se.



Fitava o mar, Brenda tinha-se cortado e disse que não ia, parecia chateada com alguma coisa. Estava sozinha numa esplanada atrás da praia cheia de gente e a beber uma cerveja sem álcool que mal sabia a cerveja, a noite de ontem tinha sido tão puxada que ela nem se lembrava de metade, a não ser de algumas ocasiões menos impróprias com Brenda.
                -Olá. – aquela voz, ela conhecia aquela voz rouca de algum lado. Virou-se e viu que era Fred. Ele sentou-se e continuou a sorrir-lhe.
                -Olá, olá – disse-lhe sorrindo.
                -Desculpa aquilo de ontem. – tentou desculpar-se. Falava com calma e cautelosamente, como se estivesse com medo que se irritasse. Talvez a atitude de ontem não deve-se ter sido a melhor.
                -Não faz mal – sorriu. – Aquilo não teve importância. – mentiu. Tinha importado e muito. – Desculpa também a minha atitude de ontem.
                -Se trocássemos de posições eu faria a mesma coisa. O que eu fiz ontem foi errado. – Admitiu.
Fred olhou-a e ela voltou a sorrir. Eles estavam próximos e ela sentia-se bem com isso.
                -Como te chamas? – Perguntou Fred. Ela ergueu uma sobrancelha indignada.
                -A sério que depois de tudo isto, ainda não sabes o meu nome?
                -Sim, só quero ouvir-te dizer. Por vezes não sei pronuncia-lo.
                -Chamo-me Korie – disse confusa, ele era um rapaz estranho, mas bastante bonito. Fred sorriu.


 


 



Não vou responder a nenhuma pergunta sobre a one-shot porque não quero dar dicas :D 
Desculpem 


 


 AFINAL NÃO VÃO HAVER TRÊS PARTES. VÃO HAVER QUATRO. :)

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Nome

Sábado, 02.07.11

Pessoal mudei o meu nome (quem me dera). Não é CátiaO. mas sim, Cate Jenkins. 

Porquê?

Porque já estava farta do nome CátiaO. já o tenho práticamente desde que criei o blog e isto de ver sempre o mesmo nome cansa.


 


O que quer dizer?

Nada, Cate vem do meu nome, Cátia e também porque nos meus sonhos eu sou a princesa Cate Middleton. Jenkins porque o Sid Jenkins era o meu personagem preferido da serie Skins. 


 


 


 


btw: Anda tanta gente a querer mudar o nome :o

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One-shot - The double - part I

Sexta-feira, 01.07.11

 


Parte I/IV




Korie penteou o seu cabelo, na sala, sentada no sofá enquanto via os desenhos animados que mais gostava. Podia ter dezassete anos, mas isso não queria dizer que não gostasse dos traços coloridos e das caricaturas que a televisão lhe mostrava logo pela manhã.
                -Vais chegar atrasada. Vem comer. – chamou Elisabeth, a sua mãe. Korie olhou para o tecto, como se ela se importasse, depois de comer iria embora e só chegaria a altas horas da madrugada, há anos que era assim e não era agora que ia mudar.
                -Mãe, eu já não tenho aulas, estou de férias.
                -Que bom! – disse tentando transmitir alegria.
                -Vou passar o dia na praia com a Trace.
                -Que bom! – voltou a repetir. Korie dirigiu o seu olhar para a porta, como se a sua mãe estivesse lá.
                -Vou ver os rapazes semi nús.
                -Isso deve ser excitante.
                -E depois vou para a cama com eles e fumar umas ganzas ou até consumir um pouco de heroína até cair para o lado.
                -Fazes bem Korie, tenho mesmo que ir, adeus. – Disse-lhe a mãe. Korie suspirou e levantou-se indo até à cozinha onde estava a taça cheia de cereais, pegou nela e voltou para a sala acabando de ver os desenhos animados. Quando acabou de comer pegou no telemóvel e telefonou a Trace, ela atendeu ao segundo toque.
                -Já sei, queres ir à praia. Não é? – Perguntou a amiga de Korie assim que atendeu.
                -Sim. Achas que dá? – Korie sempre adorara a praia ao contrário de Trace, mas fazia-lhe sempre a vontade.
                -Pode ser.
                -Agora?
                -Agora?!
                -Ainda lá Trace, não estou a fazer nada em casa. – Pediu Korie. Do outro lado do telemóvel ouviu-se um suspiro e Korie sabia a resposta – Obrigada, vou estar no mesmo sítio de sempre.
 Korie lavou a taça dos cereais e foi para o quarto vestir o biquíni, lavou os dentes e fez a mala, colocando lá uma toalha, o protector/bronzeador solar, um pacote de bolachas integrais e um iogurte liquido. A sua casa ficava perto da praia por isso não precisou de andar muito para chegar ao local em que se encontrava sempre com as amigas. Trace apareceu com Brenda, que era melhor amiga de Korie. Cumprimentaram-se umas às outras e ao fim de algum tempo de banhos de sol e diversão, Trace desatou a rir.
                -O que foi Trace? – Perguntou Korie sem se mover, a sensação de calor a percorrer-lhe o corpo fazia-a sentir bem.
                -Vem aí um pretendente Korie, prepara-te. – disse Trace tentando recompor-se do ataque de riso.
                -Oh por favor! – bufou ela colocando os ombros na areia e olhando para o mar. O rapaz tinha olhos azuis e cabelo louro, quando chegou ao pé das três raparigas olhou para trás e Korie percebeu que estava com mais cinco amigos, dois rapazes e três raparigas, todos sorriam e olhavam para o grupo de raparigas, curiosos. Korie abanou a cabeça discretamente e quando ele se aproximou sorriu-lhe.
                -Sim? – Perguntou Trace sugestivamente.
                -Fiz uma aposta – disse ele sem graça – e perdi – riu-se um bocado.
                -Não sejas tão tímido, a Korie não te faz mal. Mas só se for a Korie – disse Brenda, Korie olhou para ela confusa e só depois se apercebeu que ele estava virado mais para ela do que para as amigas.
                -Bem… a aposta era…
                -Não preciso de saber. O que é que queres? – resmungou Korie. Como não queria ser mal-educada sorriu tentando amainar a forma como perguntara. Ele ajoelhou-se e mordeu o lábio olhando para o grupo, eles começaram a rir e Korie não estava a perceber nada.
                -Como te chamas? – Perguntou Trace. O rapaz olhou-a e sorriu.
                -Fred – voltou a olhar para Korie, que se sentou.
                -E então Fred? - Desta vez era a Brenda que falava. – O que vais fazer à Korie? – Fred engoliu em seco e sorriu, olhou para Korie e pegou na mão dela cuidadosamente. Ela olhou para a sua mão dada a Fred e perguntou a si própria o que estava a fazer. Só obteve a resposta quando Fred já estava perto de mais e beijou-a. A princípio era só ele que mexia os seus lábios na sua boca mas rapidamente se apercebeu que não o podia deixar ali especado e abriu um pouco a sua boca e delineou os lábios vermelhos do rapaz desconhecido. Ouviram-se aplausos tanto do grupo do rapaz como também das amigas de Korie, mas ela sabia que era errado e colocou a mão disponível no peito do rapaz afastando-o. Por segundos ficou um pouco desiludido e triste por acabar tão rápido mas voltou a suspirar e sorriu-lhe. 
                -Desculpa Korie. – Pediu Fred, mas tinha um sorriso no rosto e um brilho no olhar que não dava a entender o seu ressentimento. – Andei-te a observar... - ele riu-se – desde que o verão começou – à dois meses, a mente de Korie sorriu – gosto do teu cabelo. – disse pegando numa mecha de cabelo louro da rapariga que beijara. Ela sorriu, mais uma vez.
                -Obrigada. - Agradeceu.
                -E dos teus olhos – disse olhando os olhos verdes. Fred olhou para o grupo que se tinha levantado para ir à água e levantou-se.
                -Obrigada. – Agradeceu ele piscando-lhe o olho e saindo. Korie ficou a observa-lo até à hora em que chegou ao pé dos amigos.
                -Acho que devias pedir-lhe o número – disse Trace.
                -Sim, mas devias ter cuidado – disse Brenda sorrindo. Korie deitou-se de barriga para baixo.
                -Calem-se, foi só porque perdeu a aposta e não quero nada com ele. – disse fechando os olhos.
                -Mesmo assim , não devias tê-lo afastado. Ele até ficou todo triste. – Trace fez beicinho.
                -Nós nem nos conhecemos Trace.
                -Não interessa é bom como o milho.
                -Fixe, não gosto de milho, por isso... – disse Korie. Brenda riu-se.
Korie fechou os olhos não conseguindo esquecer a voz rouca de Fred. Talvez elas tivessem razão, talvez ela devesse pedir-lhe o número ou até convidar para sair. Mas não sabia se o conseguia fazer.




Desculpem por estar a postar tão tarde, mas só consegui agora.


 

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