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Segunda-feira, 04.07.11

 



 


lembram-se de quando eu disse que me tinham mudado a passe do mail? Lixaram-me a conta do Tumblr, por isso vou deixar-vos o link.


 


-é igual, mas por alguma razão não tenho seguidores por isso... aqui está.


 


  http://bolachinhazz.tumblr.com/

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One-shot - The double - part IV

Segunda-feira, 04.07.11

 


 


Parte IV/IV


 



                - Vou dar um mergulho se não te importares. – Informou Korie pedindo desculpa com os olhos.
                -Não devias, o mar está perigoso Korie. Está bandeira amarela. – Preocupou-se Fred.


                -Não te preocupes. – Ela virou-lhe as costas e mergulhou contra a corrente. Adorava a sensação, gostava de medir força com o mar. Todos lhe costumavam dizer que era uma loucura, mas ela nunca deu ouvidos.  Virou-se para a costa e reparou que já estava longe o suficiente do perigo da corrente, mas perto o suficiente do perigo das rochas. Quando se virou novamente para a imensidão do mar nem teve tempo de se proteger e ir para baixo de água, pois a onda apanhou-a com uma brutalidade imensa e enrolou-a nela. Sentiu uma pancada forte na cabeça que a fez ficar ainda mais atordoada do que já estava. Havia sangue espalhado por toda a água e ela já não conseguia suportar mais estar sem respirar. Lutou para ir à superfície, mas as ondas não a deixavam. O escuro estava a apanha-la, apesar de ela não querer. Esbracejou mais um bocado e sentiu algo macio como pele humana. Abriu os olhos com esforço e viu uma braço puxa-la.
 
                -Korie. Korie. Por favor acorda. – A voz rouca que Cate conhecia era a do rapaz do bar. Mas porque raio lhe estava a chamar Korie? Ela tinha-lhe dito o nome, era Cate! Cate!
Cate abriu os olhos devagar sentia uma enorme dor de cabeça e estava deitada de lado como se faz a uma pessoa que está doente e tem medo que ela sufoque com o próprio vomitado. Para sua surpresa ela tossicou e deixou alguma coisa sair da sua boca. Sentia-se molhada, tinha o queixo a tremer com frio e estava de biquíni.
                -Porque é que eu estou de biquíni? – Perguntou sentando-se devagar.  Quando viu que estava na praia levantou-se, mas teve uma tontura. – O que é que eu estou a fazer neste lugar? – Gritou – Eu mato o estúpido que se aproveitou de mim e me trouxe para aqui!
                -Calma… Cate?
 Cate suspirou e assentiu não achando muita piada em estar na praia. Ela detestava toda aquela imensidão de água. Ela detestava água, peixes, toda a família de palavras de praia.
                - Sim. Foste tu que te aproveitaste de mim?
                -Não! – Defendeu-se Fred. – Eu não me aproveitei de ti. Anda comigo, estiveste inconsciente durante algum tempo.
 Só agora Cate conseguia reparar que havia dezenas de pessoas à sua volta. Fred ajudou-a a levantar. Ela tentou andar pelos seus próprios pés mas os seus músculos falhavam.
                -Se calhar devíamos ir ao médico – propôs Fred agarrando-a.
                -Não. Isto já me aconteceu uma vez. Por isso é que detesto tanto a praia.
                -Oh! – Exclamou ele admirado. Ela queria-lhe perguntar qual era a admiração mas não valia a pena. Não iria mudar nada. Deixou-se ser levada por Fred e aproveitou para mandar olhares às raparigas que a olhavam ciumentas. Fred era bastante bonito e despido ainda era melhor.
                -Pronto senta-te. – Mandou Fred abrindo a porta do seu carro e colocando-a no chão.
                -Oh – amuou Cate – Eu gosto de andar ao teu colo – disse olhando-o nos olhos e sentando-se. Ele abafou um riso e foi para o lado do condutor.
                -Não vamos ao hospital, pois não? – Perguntou Cate, ela detestava médicos, apesar de ter um fraquinho pelo seu médico familiar. Podia ser trintão mas era tão bom e tão ou mais em forma que Fred.             
                -Não.
Pela segunda vez naquele carro a viagem foi feita em silêncio. Agora a quem incomodava era a Cate e não a Fred.
Fred só parou no conservatório.
                -O que estamos aqui a fazer?  - Perguntou Cate saindo do carro e encarando Fred.
                -Anda. – Pediu ele. Ela olhou para as suas roupas, ainda estava um pouco molhada e estava só de biquíni. – Toma, tens aqui as tuas coisas – disse passando-lhe um saco. Cate retirou de lá um vestido branco e olhou para ele.
                -Isto não é meu! – Exclamou. Fred riu-se e assentiu.
                -Acredita que é.
Ela fez uma cara de nojo, detestava branco, mas teve que vestir pois não queria ficar nua. Até que queria, mas não no meio da cidade como as pegas. Calçou os chinelos e deu a mão a Fred que a puxou para o meio do conservatório.
                -Olá mãe – cumprimentou Fred sorrindo. A funcionária ruiva disse olá ao telefone. – Queria um cartãozinho mãe. Quero leva-la à sala de ballet.
A mãe desligou o telefone e olhou para ele.
                -Para quê? Sabes que não gosto que tragas raparigas para aqui.
                -Eu sei mãe. Não vamos fazer nada de mal. É que a Cate adora ballet. – Cate olhou para ele, mas num segundo percebeu logo que era uma mentira para o deixarem entrar.
                -Está bem, toma. Cuidado.
                -Obrigada – disse Fred sorrindo e colocando tanto nele como em Cate um cartão que dizia: visitante. Assim que os seguranças vissem o cartão deixariam passa-los.
 Por sorte, não havia aulas aos sábados à tarde, Fred e Cate entraram com cuidado. Ela, assim que viu tantos espelhos olhou assustada para Fred. Ele deu-lhe um olhar tranquilizante e fez com que ela olhasse para si mesma.
                -Tiveste este tempo todo sem te olhares aos espelho? Sem saber como eras?
 Cate encolheu os ombros.
                -Habituei-me. Como é que sabes?
                -Tu contaste-me. Antes de ires para o mar tu contaste-me. – Cate aproximou-se dos espelhos e viu um corte acima da sua testa, ao tocar-lhe doía, mas não era nada de grave. 
                -Fred, eu não te conheço.
                -Sofres de dupla personalidade. Ou és a Korie ou és a Cate. Completamente opostas. Quem és agora?
                -A Korie, Fred! Pára com isso estás a assustar-me, por favor. – Ela já não olhava para os espelhos.
                -Vês? Ainda agora estava a falar com a Cate. Estás em constante mudança.  – Fred pegou levemente na cabeça de Korie e fez com que ela olhasse para os espelhos.
                -Não. Não. Pára. Fred! Pára! – Pedia Korie enquanto olhava para ela própria. Só se conseguia lembrar da rapariga igual a ela fisicamente mas nada igual mentalmente.
                -Korie. Olha para ti. Diz-me quem vês. – murmurou Fred ao seu ouvido quando ela parou de se mexer. Korie começou a ficar pálida e Fred achou que era melhor parar e virou-a para si.         
                -Quem vês Korie? – Perguntou-lhe. Os olhos da rapariga encheram-se de lágrimas.
                -Era por isso que a Brenda sempre foi tão estranha comigo. Era por isso que por vezes me sentia presa dentro de mim própria. Era por isso que me lembrava de coisas que não faziam sentido e era por isso que eu tinha o armário cheio de roupa que não vestia.
Fred assentiu e abraçou-a tentando fazer com que ela parasse de chorar.
                -A tua mãe tirou os espelhos de casa e a tua amiga decidiu que se não conseguia comunicar contigo de um modo fácil faria de outro difícil.
                -Isso quer dizer que todos os sonhos que eu digo que tenho… Nada é um sonho – constatou Korie. – Agora tudo faz sentido Fred. – mumurou voltando para o seu abraço.
                -Foste ao psicólogo errado princesa.
                -Agora estou no certo? – Perguntou olhando-o.
                -Assim que eu tirar o meu curso – sorriu ele dando-lhe um beijo leve nos lábios.



 


Não revi e fiz isto às 3:00 da manhã por isso não se admirem de estar uma porcaria.

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