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One-shot - The double - part III

Domingo, 03.07.11

 


ParteIII/IV





                -Achas que te posso mostrar uma coisa? – Perguntou ele. Korie ficou logo tomada pela curiosidade e aceitou. Fred fez questão de lhe pagar a conta, o que ele não sabia é que Korie foi atrás dele e pediu ao empregado o dinheiro de volta e pagou-o ela própria. Ele já estava no carro quando Korie chegou ao estacionamento.
                -E então? – Questionou Korie curiosa. Sentou-se a seu lado. – Não me vais raptar, pois não?
 Fred riu-se.
                -Não. Vou-te ajudar.
 Korie olhou para ele, mais uma vez confusa. Ajuda-la como? Ela tinha uma vida perfeita, a única coisa a que ela precisava de ajuda era para pedir a atenção da mãe, mas nisso ela tinha a certeza que Fred não a iria ajudar.
Não demorou muito tempo até Fred parar um carro. Korie não sabia o que ele lhe queria mostrar visto que havia lojas, bares e discotecas por todo o lado.
                -O que é que me pode ajudar aqui? – Perguntou Korie em tom de brincadeira, Fred sorriu e fez um gesto com a cabeça em direcção ao bar. Ela assentiu e saiu do carro, acompanhado dele entraram no bar. Fred pediu duas cervejas e indicou à mais recente amiga uma mesa para se sentar.
                -Fred, eu não estou a perceber. O que é que estamos aqui a fazer? – Ela já estava com medo, nunca confiara em muitos rapazes e Fred estava a mostrar-se muito estranho.
                -Não te lembras de nada? – Perguntou ele. Korie sentou-se e fez uma expressão estranha. Colocou a mão na mesa e Fred só a conseguir ver a estremecer e os seus pêlos do braço arrebitarem. – O que se passa?
 Korie olhou-o um pouco confusa.
                -Já te aconteceu sonhares com algo e não te lembrares e depois vês alguma coisa ou passar por algum lado e lembraste que sonhaste com aquilo? - Korie falava baixo e timidamente, era uma coisa que lhe acontecia algumas vezes.
                -Sim, uma vez sonhei com um livro mas só quando o vi à minha frente é que me lembrei… é uma coisa normal. O que sonhaste Korie? – Questionou-lhe Fred, ele olhava para ela de um modo estranho.
                -Sonhei contigo – Korie corou e sorriu timidamente – estávamos aqui mais a minha melhor amiga, a Brenda – Fred sorriu mas Korie não se estava a sentir bem – Fred, eu já vi aqui algumas vezes mas a verdade é que não gosto nada do lugar. Por favor, vamos voltar para a praia.
Fred olhou para a mesa arranhada, não sabia como lhe dizer. Não sabia como lhe explicar que aquilo não tinha sido um sonho.
                -Está bem. – Fred levantou-se e pagou a conta, desta vez Korie não foi por trás dele e pagou-lhe ela mesma, pelo contrário, foi a primeira a sair. Viajaram até à praia em silêncio. Apesar de para Korie o silêncio até lhe estar a saber bem, para Fred não, ele estava a detestar. Tudo aquilo lhe fazia lembrar as discussões que o seu pai e a sua mãe tinham em casa antes de sair, e depois no carro, para não fazerem o mesmo à sua frente calavam-se e o ambiente ficava pesado.
                -Não sei o que tentaste fazer Fred, mas eu não preciso de qualquer ajuda. Obrigada. – Agradeceu Korie, deu um passo em frente e deu-lhe um beijo na bochecha e afastou-se sorrindo.
                 Despiu o vestido branco que lhe caía até ao joelho e estendeu a toalha. Estava calor, por isso, ela encaminhou-se até ao mar.
                -Já tiveste um amigo imaginário? – Era a voz rouca que lhe estava a perguntar aquilo. Korie virou-se e suspirou.
                -Sim. Porquê?
                -Quando os meus pais discutiam, eu falava com um amigo que imaginava. Os meus pais chegaram a levar-me a um psicólogo. – Korie sorriu e abanou a cabeça.      
                -Eu também. Costumava falar com ela no espelho. Era muito parecida a mim, mas era tudo o que eu não era e sabia tudo o que eu não sabia. – Desabafou a rapariga mexendo a água com um pé.
                -O psicólogo disse aos meus pais que eles precisavam de parar de discutir e ainda me disse a mim, em tom de segredo, que tudo o que meu amigo me dizia era o meu subconsciente a falar. E ainda, que se eu quisesse continuar com o meu amigo, continuava. Cresci a tê-lo, mas tive que me despedir quando fui para o liceu – riu-se.
                -Isso é porque não foste a psicólogo privado – sorriu Korie. – Eu também fui e ele disse o mesmo à minha mãe. Em casa, ela retirou todos os espelhos que tinha e eu parei com a minha amiga. Depois fui para o liceu encontrei amigas e tal fiquei bem.
Korie deu uma gargalhada que fez com que Fred ficasse a olhar para ela de uma forma confusa.
                -Sabes como é que eu sei o que é sexo hoje? – Perguntou-lhe Korie. Fred fez uma cara de gozo.
                -Não! Jura!
                -Yup – respondeu-lhe de forma informal. – Tinha dez anos e ela simplesmente disse que tinha visto os pais na cama. Eu muito inocente perguntei porquê e ela disse: Bolas Korie, estavam a fazer sexo!; eu fiquei completamente apavorada.
                -Como se chamava a tua amiga?
                -Cate. – Fred sorriu.



Agora já devem estar a perceber mais ou menos, não? 
Para a próxima parte fica tudo exclarecido :)
 

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