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Terça-feira, 30.04.13
Quando tudo o que nós conhecemos é tudo menos nós

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por Cate J. às 18:40

Hidra 11 - Corpos

Domingo, 28.04.13

11ºCapítulo

Corpos

 

Grace arregalou os olhos quando ouviu a voz de Rafael de novo e debruçou-se sem ele. Não tinha medo de uma pessoa que a tinha salvo mais que duas vezes. – Também ficas horrível quando dores. Babas-te e isso tudo.  – estava visto que ele estava mais que bom, já podia começar a correr e a mandar piadinhas pelos cantos.
-Estúpido – resmungou Grace, cruzando os braços, tentando esconder um sorriso.
-Tu é que começaste. – Pela primeira foi visto surgir um sorriso sincero e muito branco na boca de Rafael, fazendo as suas bochechas ficarem salientes e os seus olhos brilhantes. Grace ficou a olha-lo embasbacada, se ela já tinha reparado que ele era bonito, então agora, não sabia o que ele era. – O que é que foi? – perguntou. Grace revirou os olhos, a sua beleza irresistível não durava muito.
-Estava só a olhar para ti – resmungou e desta vez foi ela que o apanhou distraído a olha-la, mas estava mais sombrio desta vez, parecia estar a recordar-se de tudo o que tinha acontecido.- O que é que foi? – perguntou no mesmo tom dele, mas ao contrário dela, Rafael deu-lhe uma resposta, horrorizado.
-Eu tentei matar a tua mãe – Grace baixou o olhar e encolheu os ombros devagarinho.
-Não penses nisso, agora, está tudo bem, mais ninguém sabe. – ela agarrou nos lençóis que lhe tapavam o peito e devagar, destapou-o até olhar para onde devia estar a ferida, mas tudo o que havia era uma cicatriz. – já estás bem – olhou-o sem conseguir deixar de tocar, ela disse a si própria que era só para garantir que era verdade, mas ela bem que queria ter sentido aquilo à mais tempo.
-Devidamente tratado eu curo-me rápido. – esclareceu-a exercendo força nos braços para se sentar e recostar nas almofadas, enquanto olhava para Grace. Todo o seu ser a desejava, era impressionante em como não era apenas a vontade e o instinto que ele tinha de a matar, era mais alguma coisa. Já estavam demasiado perto quando a porta se abriu. Grace saltou e deu um guincho, meio assustada com o barulho que a porta provocou ao abrir. Rafael também estremeceu, mas quando viu que era apenas o irmão, descansou.
-Não se assustem por minha causa – a voz de Quint soou agressiva e algo cínica, fazendo a loira levantar-se e olha-lo. Quint estava com uma bengala ao lado da sua perna, o que fez com que Grace sentisse um aperto no peito.  – É, nem todos podem ser monstros que se conseguem curar assim – estalou os dedos enquanto olhava para Rafael, que engoliu em seco. Grace tinha-lhe dito que mais ninguém sabia, mas… Não, o Quint não podia saber. – Oh por favor Rafael, eu não sou burro, eu vivo há dezassete anos contigo, eu sei muito bem quem és. E se não soubesse, agora tinha a certeza. – já a começar a ficar irritada com o tom que Quint estava a usar contra o irmão, Grace olhou para Rafael, desviando rapidamente o olhar, foi na direcção do loiro e empurrou-o com cuidado para fora do quarto ficando a olha-lo com uma expressão severa. O rapaz arrepiou-se, ela era bonita de todas as maneiras, mesmo assim, continuou com aquela cara de quem queria matar tudo e todos.
-Não sejas estúpido com o teu irmão, ele adora-te e preocupa-se contigo – ralhou-lhe Grace.
-É tudo à cerca dele não é? – perguntou com as lágrimas a quererem escapar dos seus olhos azuis – é sempre tudo sobre ele! -  cerrou o maxilar, respirando fundo, mas isso pouco adiantou – eu estou farto disto – gritou, fazendo a rapariga estremecer e, sentindo-se arrepender e foi baixando-se enquanto soluçava, deixando-se cair para o lado da perna boa.
-Quint – murmurou sentando-se ao seu lado, esticando os braços até o abraçar. Apesar de toda a hesitação, ele agarrou-se a ela.
-Porque é que eu não posso ter nada do que quero? – Perguntou-lhe ao ouvido enquanto tentava acalmar-se, ela suspirou, apertando o abraço e fechou os olhos, passando as mãos pelas suas costas.
-Vamos sair daqui – murmurou Grace – ainda alguém aparece e te vê neste estado. – Apesar de não parecer tão durão como Rafael, Grace sabia que Quint não queria que ninguém o visse assim. Ajudou-o a levantar-se, dando-lhe de novo a bengala. Ele olhou-a com alguma repulsa e Grace não conseguiu imaginar o que ele sentia. Talvez raiva, era o que parecia. – Anda, quero levar-te a um sítio – sorriu um bocadinho e deu-lhe a mão vazia, ele olhou-a durante uns segundos e quando desceram as escadas ele foi mais lento, mas ela foi ao seu passo. Ao passar pela sala, agarrou nas suas flechas e no seu arco, já não conseguia andar sem eles, podia acontecer alguma coisa e isso era o que menos queria, o que tinha passado no Concelho já tinha sido demasiado para uma vida inteira. Saíram pelas traseiras e Grace sorriu, não se lembrava de ir para lá há muito tempo, só esperava que estivesse tudo igual.
-A Kate não gosta…
-Queres ir comigo ou não?
– Grace parou à sua frente e Quint sorriu um bocado apontando com a cabeça para que continuassem a andar. Assim fizeram, mas Grace, quando viu o seu cantinho todo destruído, parou. Ela costumava ir para ali quando era miúda, mas agora… agora era só terra e… corpos. Quint olhou-a confuso, percebendo que Grace estava como ela – O que é que aconteceu? – Perguntou chorosa. Quint colocou-se à sua frente, limpando-lhe as lágrimas e fechando-lhe os olhos.
-Não olhes – murmurou, olhando para trás para os corpos já em decomposição, lançavam um mau cheiro impossível. Quase que apostava em que tinha feito isto. Grace também tinha uma suspeita, mas não disse. – Vamos voltar para a Fazenda – disse num tom calmo. A rapariga assentiu, tentando controlar o choro e virou costas àquele terror começando a andar pelo caminho já conhecido.  Ao entrar de novo na sala, Quint deu-lhe um beijo na testa e voltou a subir até ao andar de cima, Grace ficou estática na sala, enquanto Anastácia comia morangos com uma cara enojada.

-Foste tu não foste? – Quint entrou de rompante no quarto do irmão, coxeando até chegar à sua cama. Rafael sentou-se, olhando-o um pouco confuso e afastou-se dele, parecia que era capaz de mata-lo, ele conseguia ver um olhar de raiva no irmão que nunca tinha visto. – Admite – gritou até ficar vermelho.
-Fui eu que fiz o quê? – perguntou engolindo em seco. Quint agarrou na bengala e esticou-a até ao irmã, pressionou um botão, fazendo uma lâmina afiada aparecer. Rafael olhou para a lâmina apontada para o seu pescoço – O que é que estás a fazer? – gritou-lhe sentindo a bengala encostar-se ao seu pescoço.
-Quando não se tem nada para fazer – encolheu os ombros e fez com que o irmão se encostasse à parede. – Foste tu que mataste aquelas pessoas todas e as deixaste lá a apodrecer.
-Eu não fiz nada
– rugiu-lhe Rafael de maxilar cerrado. Os seus olhos castanhos estavam meio cerrados, ele já estava a começar a perder a paciência e isso era mau para o lado de Quint.

-Foste tu não foste? – Grace cruzou os braços ao peito enquanto olhava para a namoradinha de Rafael. Meu deus, como ela não a suportava! Anastácia levantou uma sobrancelha e sentou-se, mandando o morango que tentava comer à lareira.
-Estas coisas sabem mesmo mal, não sei como é que a conseguem comer – ia tirar mais um morango da taça, mas Grace deu um pontapé à mesa que se virou, fazendo Anastácia levantar-se meio irritada – o que é que tu queres?
-Quero que admitas que foste tu que fizeste aquilo na floresta atrás de casa. Há pessoas mortas lá. –
Anastácia riu-se e cruzou os braços ao peito, enquanto se aproximava. Grace na defensiva, tirou uma flecha da mala e levou ao arco, apontando a mesma em direcção à cabeça.
-Oh por favor Grace, vais matar-me é? – perguntou ela. Grace sabia que não conseguia, ela parecia demasiado humana e… e era a mulher com quem Rafael estava. – Admite lá que isto é tudo por causa dele. – provocou-a. Grace olhou em volta, não havia ninguém em casa, apenas eles os quatro, o resto estavam a treinar ou a investir mais coisas sobre o concelho.
-Isto é por causa de ti – cerrou o maxilar – não devias sequer estar em casa da minha avó.
-Mas estou, e há mais tempo que tu querida. Não imaginas as coisas maravilhosas que se
encontram por aqui – sorriu-lhe cinicamente –  Como é que vai ser agora? Vais tentar destruir o meu namoro com o Rafael, ou vais cair nos braços ali do player coxo? – Grace já não estava a aguentar ouvi-la. Podia não a conseguir matar, mas…  Quando deu por si, a flecha que devia estar no arco, estava agora na coxa dela. Grace estava furiosa, e quando ela ficava furiosa, ela era pior que a mãe.
-Cabra – gritou-lhe Anastácia que começou a empalidecer. Se Grace não soubesse o que ela era, estava agora a acudi-la por estar tão pálida, mas nem se mexeu, vendo a rapariga descair sobre a perna e tirar a flecha da sua perna, mandando-a na direcção da loira. Ela afastou-se, de olhos arregalados quando ela se levantou e quando tentou tirar outra flecha, Anastácia foi mais rápida, sorrindo enquanto olhava para a mala onde tudo o que ela tinha estava – Mas o que será que consegues fazer com um arco vazio? – perguntou com um tom cínico e um olhar provocador. Grace cerrou o maxilar e tentou muito, mas mesmo muito, mas assim que a outra soltou uma gargalhada, ela lançou-lhe o arco à cara fazendo-a cair para o lado assim que lhe embateu na cabeça.
-Muita coisa – resmungou ela agarrando nas suas coisas. O seu corpo gelou quando se ouviu um barulho e de seguida gritos, eram os de Quint e Rafael. 

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Domingo, 28.04.13


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Não ando a responder aos vossos comentários e peço desculpa, vocês sabem que eu vos adoro ^^ e obrigada por todos os comentários, para recompensa, hoje vou postar mais um capitulo. 


beijinhos

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Hidra 10 - Amor...

Sexta-feira, 26.04.13

10ºCapítulo

Amor...


- Como é que eles escaparam? – perguntou Grace, quebrando o silêncio que estava no jipe. Havia um médico, Darson, que cuidava da ferida de Rafael, Grace nem conseguia ver, nem sabia como é que ele ainda estava vivo.
-Alguém atacou o Forte há cerca de dois meses, no início não era nada demais, apenas umas casas destruídas, mas nada de muitas mortes, mas quando se habituaram… há duas semanas – quando Grace tinha vindo para a Fazenda – houve uma guerra feia, foi por isso que vieste para cá, mas mais uma vez  alguém do concelho anda a conspirar contra Hidra, Hidra e não só. – Grace estava a olhar para mãe, sem perceber muito. – Sempre houve alguns que conseguiram escapar, humanóides, é difícil apanha-los. – apontou com o queixo para Rafael. – O teu pai foi morto por um deles. – Cerrou o maxilar. Marge ainda jurava vingança. Sabia que ia encontrar o maldito humanóide mais tarde ou mais cedo, porque eles voltavam sempre. Grace olhou para Rafael e pela primeira vez sentiu algum medo.
 -Tu viste? – perguntou baixinho à mãe.
-Não, mas as marcas eram inconfundíveis.
Grace olhou pela janela, vendo a Fazenda ao longe, não podiam levar Rafael para o hospital, por isso Kate ia cuidar dele. Assim que o jipe parou, ela saltou para fora e atirou-se para os braços da avó. – Como é que ele está? – perguntou Kate ao ouvido da neta, que abanou a cabeça, engolindo em seco.
-Tens que o curar, ele não está muito bem – limpou as lágrimas que tinham caído e virou-se para trás, vendo o médico carregar Rafael ao colo, entrando na Fazenda. Kate passou as mãos pela testa e assentiu. – Avó… - ela virou-se para a neta – Mais alguém sabe o que ele é? – Kate hesitou ao perceber que ela já sabia da verdade, nem devia estar admirada, era normal que Marge lhe contasse tudo de uma vez para a assustar.
 -Não, se alguém souber... Esta fazenda está perdida – Kate iria conseguir maneja-los, mas só depois da guerra que iria acontecer. – Ele é boa pessoa Grace, não tenhas medo dele.
-Ele não é uma pessoa Kate –
Marge apareceu atrás dela, com um olhar severo. – E tu precisas de descansar – Grace abanou a cabeça e afastou-se.
 -Primeiro quero saber do Quint.
-Susie encontrou-o, estava capturado num esconderijo de Humanóides, felizmente está tudo bem, apenas… ele não acordou e vai ser um choque.
– Grace semicerrou os olhos não percebendo o grande choque, a avó, continuou – Ele não foi bem tratado, eu e os médicos pensamos que a perna dele pode… pode não voltar ao que era antes. – Grace levou a mão à boca em choque. Em choque e com medo. Quint desesperava por não conseguir fazer as coisas que o irmão fazia, por não ser tão forte e tão ágil quanto ele, se realmente a sua perna tivesse ficado tão maltratada… ele iria querer morrer. – Vamos manter-nos calmas – Marge, encolheu os ombros, insensível a tudo o que se passava, enquanto a filha assentiu e se afastou um pouco da avó, entrando dentro da casa. Encolheu-se quando viu Susie a dormir num sofá e Anastácia no outro, pareciam as duas ferradas, mas esta última apenas fingia, assim que sentiu Grace sorriu-lhe. Engolindo em seco afastou-se da sala e começou a correr para o andar de cima, queria ver como estaria Rafael, mas assim que ela ia abrir a porta do seu quarto, ela apareceu-lhe à frente, impedindo a passagem.
-Conseguiram safar-se. – disse com um sorriso cínico.
-Como é que ele não percebe o que tu és? – perguntou Grace irritada – como é que consegues passar por humana? – Anastácia encolheu os ombros e cruzou os braços ficando a olha-la com aquele sorriso à mete nojo.
-Eu não sou totalmente humanóide. Eu sou como ele, mas ele é demasiado tapadinho para perceber que algo não bate certo. – aproximou-se de Grace a retirou-lhe uma mecha de cabelo da cara, colocando-lha atrás da orelha – além disso, ele gosta de raparigas que o satisfaçam… tu sabes como é – afastou-se com um risinho e virou-se de costas para a rapariga, fazendo uma cara sofrida e abrindo a boca – Rafael – gritou atirando-se para a cama num puro dramatismo falso. – Oh meu deus, o que é que te fizeram?
Grace ficou à porta, olhando para Rafael que continuava estava imóvel, Anastácia estava a fazer um escândalo enquanto o médico tentava tira-la dali para que pudesse fazer o seu trabalho.
-Vai descansar Grace
– Kate apareceu ao seu lado, olhando para a Anastácia – voltas daqui a pouco, quando ela não estiver. – Grace assentiu, afastando-se e obrigou-se a sorrir um pouco à avó, cruzando os braços ao peito como se se estivesse a abraçar a si própria. Não queria estar sozinha no seu quarto e não podia estar no quarto de Rafael, por isso, assim que passou pelo quarto de Quint, abriu a porta devagarinho, espreitando para ver o que ele estava a fazer, mas tal como Kate tinha dito, ele dormia. Parecia um anjinho loiro, o seu cabelo estava todo desarrumado e a cair-lhe sobre a testa. Grace deitou-se com cuidado ao seu lado e tocou-lhe no cabelo com um suspiro, queria estar com ele quando acordasse, queria ver a sua reacção e conseguir acalma-lo. Assim que se ia deitar e fechar os olhos, houve um movimento no colchão e tinha sido ele.
-Grace – chamou-a fazendo-a olha-lo. Estava com os olhos um pouco abertos e ainda meio grogue por causa dos medicamentos. – Estás viva – sorriu enquanto esticava uma mão na direcção da bochecha de Grace.
-Tu também – Grace tocou na bochecha dele, tal como ele lhe fazia e beijou-lhe a testa abraçando-lhe o tronco – eu pensava que nos tinhas traído, mas depois vi o teu corpo no chão e… fiquei confusa. – Quint sorriu um bocadinho e abanou a cabeça.
-Foi um holograma, não fui eu – Grace olhou-o e assentiu, sentindo tudo encaixar-se aos poucos.
-Detesto tecnologia – murmurou a rapariga. Quint deu uma gargalhada rouca e deu uma festinha no cabelo loiro de Grace – Como é que te sentes? – Perguntou com um sorrisinho.
-É injusto, eu nunca vou poder ser como ele. Por mais porcarias que tome, por mais que queira, nunca vou conseguir. – o rapaz tinha as lágrimas a caírem-lhe pelos olhos aos pares, mas esforçou-se para sorrir à rapariga, que tinha as sobrancelhas juntas de preocupação – nunca vou conseguir ter a tua atenção como ele tem, pois não?
Grace engoliu em seco, levantando a cabeça e endireitando-se na cama de Quint, não sabia o que responder, não o queria deixar mal, mas também não lhe queria dar esperanças de nada.
-Ele é diferente Quint, ele não é como tu, mas ambos são bons à sua maneira, tu és bom em coisas que ele não é, e ele é bom em coisas que tu não és… - Grace ia terminar com uma bela frase filosófica, mas Quint interrompeu-a.
-Eu amo-te Grace. Foi tipo um clique… Assim que te salvei de caíres no meio da chão com a carne… – deu uma risada e abanou a cabeça baixando de seguida o olhar. Grace estava em choque e apenas se encostou ao seu peito, com um suspiro cansado. Para o magoar não valia a pena mais nada, ele já tinha sofrido demasiado. Assim como todos os outros.

-Grace – Kate chamou a neta ainda algumas vezes, mas só ao fim do quinto chamamento é que ela se mexeu. – Grace acorda, já dormiste demais, estávamos a ficar preocupados. – Grace abriu os olhos e ficou a olhar para a avó sentindo uma dor de barriga assim que despertou – trouxe-te o pequeno almoço – ela bocejou e suspirou.
-Tenho sono avó – queixou-se, porém ainda tinha fome, por isso, sentou-se esticando-se até uma torrada.
-Dormiste durante dois dias querida, acho que chega – Kate sorriu e sentou-se ao seu lado e foi aí que Grace deu por falta de Quint. – Ele está no campo de treinos. – disse a avó quando percebeu. Quint estava a descarregar, não falava com ninguém, limitava-se a dar murros no saco de boxe e a praticar com as espadas, nem sequer se preocupava em ficar melhor da perna.
-E o Rafael? – Grace suspirou e encolheu os ombros.
-Ainda não acordou, mas não vai acordar com… fome, podes ir vê-lo, a Anastácia saiu. Foi ter com os pais. – disse à neta, que logo assentiu e, depois de comer todo o pequeno almoço que a avó lhe fizera, se levantou e foi a correr para o quarto de Rafael. Abriu a porta devagar e espreitou, vendo que ele dormia, com os lençóis até ao peito. Depois de fechar a porta atrás de si, foi sentar-se com calma na cama, ficando a olha-lo.
-Quando é que pensas acordar? – perguntou-lhe – Já estou a ficar aborrecida só de olhar para essa cara a dormir, ficas feio – encolheu os ombros olhando para as suas mãos e riu-se por estar a dizer aquelas coisas.
-Óptimo, somos dois.


não reli, pode conter erros

não devo ter tempo para postar amanhã outro novo.. mas vou tentar

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Escolinha

Quarta-feira, 24.04.13

Dizem que os melhores anos da nossa vida é enquanto estamos na escola, eu concordo, mas já ando farta de estudar. Podiamos ter nascido todos com o nosso cérebro a funcionar a 100%

 

Eu a pensar que ia ter o feriado de descanso e vou ter teste de matemática na sexta e o intermédio de fisico-quimica na segunda.

e as férias ainda estão tão longe

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Terça-feira, 23.04.13
Passar despercebido não é ser invisível

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Soon

Domingo, 21.04.13


Depois de Hidra

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Hidra 9 - Mortes e revelações

Sábado, 20.04.13

9ºCapítulo

Mortes e revelações

 

 


 

Rafael já não estava pálido, estava roxo. Grace estava assustada, às vezes, quando se aproximava dele, apesar dos seus pedidos para que ficasse longe, dava-lhe algumas caricias. Ela não queria que ele morresse, não sem o odiar mesmo de verdade. Ele era um casmurro e teimoso e estúpido e irónico, mas para ser assim tinha que ter razões, Grace só queria perceber para o poder julgar de verdade. Neste momento, estava a dar-lhe festinhas com as pontas dos dedos pelo seu cabelo molhado por causa do suor, ele não parava de suar, se ao menos houvesse água para acalmar a febre... Mas não havia, e água era uma das coisas que ela mais desejava agora. Nenhum deles sobreviveria ali mais um dia sem água, sem comida. Grace estava fraca e não estava ferida, então ele... talvez só sobrevivesse mais algumas horas. Por vezes media-lhe a pulsação e conseguia perceber que estava demasiado irregular, assim como a sua respiração.
                -Não podes morrer e deixar-me aqui sozinha – murmurou aterrada. Outra coisa que Grace não sabia, era que ele podia sobreviver, mas estava a esforçar-se demasiado, estava a gastar todas as suas energias para se debater contra aquilo que sentia a todas as horas do dia, mas agora ainda mais.
                -Grace – Rafael tinha acordado, fazendo com que ela o olhasse atentamente e afastasse as mãos dele, antes que a mandasse afastar-se. Ficou um tempo sem falar, apenas a olha-la e a tentar arranjar ar para ter força. – ata a minha corda à tua flecha. – a sua voz estava rouca e os seus dentes cerrados, devia estar em grandes sofrimento, Grace nem conseguia olhar para a ferida dele, ali até cheirava mal, como ela já tinha pensado, estava a apodrecer. – Rápido – gritou em grande desespero, a rapariga assentiu engolindo em seco e procurou pela corda, vendo que estava à volta da cintura de Rafael, protegida pelo fato de caçador. Assim que a conseguiu tirar, levantou-se e foi buscar uma das suas flechas tentando arranjar uma maneira de atar a corda nela sem que ela caísse. Rafael tinha os olhos vidrados nela, parecia que ia morrer a qualquer momento, essa ideia fazia com que Grace sentisse os olhos tão molhados que ardiam.
                -Assim? – perguntou ela puxando a corda com força como um teste, para perceber se com ela ia partir ou não. Ela não tinha muita força, mas a força que aplicou nem fez dobrar a flecha, por isso ela ia conseguir. Só precisava de se tentar coordenar.
                -Isso – murmurou Rafael e, para surpresa da rapariga, ele estava de pé, torto e desequilibrado, agarrado à barriga com o braço e À parede com outro. Chegou até perto de Grace e tocou-lhe com as pontas dos dedos nas bochechas rosadas, mas assim que percebeu o que ia acontecer, afastou-se, deixando-se cair de novo com um gemido de dor – Lança. – murmurou quase sem voz e de olhos fechados – e não chames ajuda para mim – ele ia morrer ali.
                -O quê? – Grace mandou um grito enquanto o olhava, mas já só viu o olhar de Rafael ficar mais agressivo do que já era. Ela estremeceu com um arrepio, assentindo logo, de uma forma meio assustada. Agarrou no seu arco, lançando a flecha para o mais alto que conseguiu. Puxou a corda para ver se estava mesmo bem presa e quando garantiu que sim, empuleirou-se na mesma, com a ajuda das pedras, tentando escalar aquele muro sem fim. Sentia-se fraca e mole, mas tinha que conseguir. Apanhou três sustos em que parecia que ia escorregar e voltar para o chão, mas nada aconteceu, ele agarrava-se sempre a tempo. – Eu vou chamar ajuda, não te vou deixar morrer aí. – gritou para Rafael quando já estava quase no topo, olhou para trás, tentando vê-lo e assim que conseguiu engoliu em seco, com uma enorme vontade de ir tentar acorda-lo. Ele estava inconsciente de novo, se calhar até estava morto. Não podia ir, era mais rápido correr para fora dali e gritar por ajuda do que voltar a ir lá para baixo, gritar para que ele acordasse.

Antes de saltar para a liberdade, olhou o recinto, principalmente para a zona em que tinha visto o corpo de Quint pela última vez, esse era outro; tinha medo que ele estivesse morto, eles não podiam morrer os dois... Aliás, nenhum deles podia morrer, eram irmãos. Quando Grace percebeu que não havia perigo, saltou encolhendo-se ao ver o sangue seco de Rafael no chão, juntamente com o corpo do outro monstro que também já estava a deteriorar-se. Grace quase vomitou só com o cheiro, mas não tinha nada para vomitar, o seu estômago era só ácido já há algum tempo.
                Abanou a cabeça para tentar abstrair-se e pensar em alguma coisa para chamar ajuda. Mas como? Ela não podia simplesmente correr até casa da avó, ainda ficava longe, pelo menos a uma hora. Porque é que não havia mais pessoas nas redondezas? Tinham sido todas presas? O que é que se passava? Ela percebia tudo menos aquela cidade, que agora parecia uma cidade fantasma, completamente abandonada. Quando chegou à rua, o cenário era igual aos dos filmes ou das séries que ela via. Havia papéis pelo chão que eram levados pelo vento, folhas de árvores cadas e as próprias árvores da mesma forma. Uma das casas estava destrúida como se tivesse sido demolida. Grace tremia de medo, ela nunca se tinha sentido tão horrorizada como hoje, nem como aqueles dois rapazes, ou aqueles dois humanóides que pareciam rapazes, a tinham atacado, nem quando estava quase a morrer e a alucinar enquanto Rafael a levava até casa da avó para a corar. Estava com mais medo da realidade do que a morte. Aquilo era guerra e agora sim, tudo se encaixava. Tinha sido os humanos com os seus erros que tinham feito isto, então deviam ser eles a acabar, mas não, eles nem sabiam. Alguns não sabiam, porque os responsáveis sabiam sempre.

Com um suspiro sofrido, passou as mãos na cara e deu um salto quando ouviu barulho do lado de dentro. Eram pessoas. Finalmente ouvia-se pessoas. Começou a correr de volta ao hall de entrada, com as pernas ainda bambas, e atrás de si começavam agora a chegar jipes equipados. 
                -Mãe – gritou correndo para os braços de Marge, que estava a chegar do lado oposto do dela. Assim que Kate lhe tinha ligado, desesperada por não ter notícias, Marge colocou-se no comboio mais rápido e mal passara pela fazenda. Quando Grace sentiu os braços reconfortantes da mãe, começou a chorar baba e ranho, mas desta vez era apenas alegria, nunca tinha estado tão feliz por ver a mãe. Por puro milagre, Marge começou a dar beijos na bochecha da filha enquanto sentia que podia começar a chorar a qualquer momento também. Tinha estado tão preocupada, que agora que a tinha encontrado não queria saber de mais nada. – eu disse-te para não te aventurares, não disse? – perguntou, mas nem ligou à resposta da filha, começando a apalpa-la como se assim garantisse que ela estava bem. Marge estava com aquela roupa estranha que ela a tinha visto no outro dia, o uniforme dos caçadores e conseguia ver que, tal como Rafael, trazia a corda por baixo de uma proteção.
                -O Rafael – foi a única coisa que ela disse quando conseguiu parar de chorar. Clariou a voz e agarrou-se aos braços da mãe, começando a abana-la – ele está a morrer mãe, ajuda-nos. – Marge ficou mais pálida, fazendo com que a filha olhasse para trás, para ver se havia alguma coisa atrás dela. – O Quint? Sabes do Quint? - Havia tantas coisas na cabeça dela que ela queria saber que nem as suas perguntas eram coerentes.
                -Anda – murmurou agarrando-lhe na mão. Apesar de não querer exactamente salvar Rafael, ela percebeu que se não o fizesse Grace não ia aguentar, não por gostar dele, mas sim porque ela era fraca, humana, não estava habituada a nada disto. Acima de tudo queria ver a filha bem mas, se Rafael fizesse algo de mal, ela já não ia ser tolerante. 
                -Vais ajuda-lo não vais? – perguntou baixinho, ainda agarrada à mãe, mordendo o lábio para impedir que o seu queixo tremesse.
                -Vou, mas ficas aqui em cima, garante que a corda fica presa – já estavam de novo de volta do grande buraco que havia no chão. Grace conseguia ver o corpo imóvel de Rafael por ela, ele estava quase no centro. Apontou para o corpo, para que a sua mãe percebesse. – Vai ficar tudo bem Grace – agarrou-lhe nas bochechas, fazendo-a olha-la e só se afastou quando Grace assentiu.
Com uma enorme agilidade e destreza, Marge saltou para o chão e caiu de pé, como qualquer gato faria. Em poucos segundos, depois de garantir que Rafael estava vivo, Marge agarrou-o ao colo, colocando o seu corpo em cima do ombro, para conseguir subir de novo. Ele não era muito pesado, apesar da força bruta e dos músculos possantes que tinha. Aquilo tinha sido mais fácil do que Grace pensara que ia ser. A sua mãe era uma verdadeira… heroína, e pensar que ela lhe tinha dito tanta coisa de mal fazia-a sentir-se ainda pior.
                Depois de colocar Rafael no chão, sentou-se ao seu lado, tentando recuperar o fôlego, tinha-se esforçado para ser rápida, queria sair dali o mais rápido que conseguisse, para deixar a filha sã e salva.
                -Há um jipe lá fora… - Marge ia continuar a falar, mas Rafael despertou com uma ânsia violenta, agarrando-se ao corpo da mãe de Grace como se ela fosse algo de surreal e imprescindível para a sua sobrevivência. – Não – gritou Marge assim que se apercebeu que era Rafael, fez pressão com as mãos na sua ferida, fazendo-o ganir de dor e voltar a deitar-se enquanto rebolava e gemia – Eu juro que te mato se te mexer mais. – rugiu-lhe. Grace, que estava a assistir a tudo, não se mexeu. Já tinha percebido que ele não estava normal, ou que simplesmente ele não era normal. Realmente, havia algo que não encaixava em Rafael, a forma como falava às vezes... era no mínimo estranha.
                -O que é… - Rafael debatia-se sobre si mesmo, queria tanto… mas tanto… e depois eram as dores, eram tão fortes que desejava morrer já. Marge agarrou num paninho de ceda começando a limpar a sua mão ensanguentada.
                -Ele é um dos outros Grace, o pai dele era um monstro. A tua querida avó preferiu destabilizar a família para tentar ajudar uma coisa que não pode ser ajudada. Podemos morrer todos por causa dele e ela nem se importa, ainda por cima não o manda embora contigo lá dentro – Marge estava furiosa de novo, Rafael era meio humanóide desde sempre, leva constantemente injecções - daquelas que Quint tomava também, mas para razões diferentes -  para tentar não se reger pela fome que sente no dia a dia no meio daqueles caçadores humanos todos. Kate dá-lhe tudo o que ele precisa, só o quer ver bem, acredita que há possibilidade para todos os outros como ele, porque sim, ele era diferente, mas não era mau. Rafael tinha tudo menos a maldade e a raiva dos humanóides comum, mais parecido era o seu meio irmão, Quint, que fazia de tudo para ser mais forte que ele, queria ser sempre o melhor e sentia um ódio profundo sempre que perdia, tanto por si próprio com pelo adversário.
                -Não o vais matar – disse Grace com as lágrimas nos olhos, não estava a conseguir reagir a nada, era demasiada informação para ela. – Ele salvou-me a vida, mais que uma vez, e agora está assim por minha causa. Nunca me magoou, ele… só está assustado e está fraco, não quer magoar ninguém – Grace tinha as mãos no cabelo de Rafael, que agora estava de novo a dormir, sentia que o percebia, como se as peças perdidas do puzzle fossem agora colocadas e o puzzle terminado. O retrato não era bonito, mas sobrevivia-se. – Vamos leva-lo, ele vai ficar bom. Eu e a avó vamos cuidar dele. Dele do Quint
Marge ao ver a filha de uma maneira tão diferente do habitual, tão forte, tão desesperada, apenas assentiu agarrando no corpo de Rafael, que agora estava de novo inconsciente. 
                -Há um jipe lá fora, todos os outros estão a ser evacuados neste momento – retomou a sua fala de há pouco. Começou a andar num passo apressado, que foi difícil de acompanhar, por parte de Grace. Sentia-se melhor apesar da má notícia, estava a voltar para a fazenda e apesar de tudo, a fazenda era um local seguro. Quanto a Rafael... não tinha medo, quando estava com ele, não sentia aquele nojo e repulsa que tinha sentido por instinto com os outros dois Humanóides. Assim que viu o jipe parado à frente do prédio começou a correr, abrindo a porta para que a mãe deitasse Rafael. – Ele não vai acordar tão cedo, mas fica com ele enquanto tratam dele – Grace ficou admirada com o que ouviu da mãe, nunca pensou ouvi-la pedir aquilo, mas não disse nada. 

 

tan tan tan tan!!!

comentem vá lá, até veio mais cedo e tudo

assim que conseguir vou ler os vossos capitulos ^^ 

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Julgamento

Sábado, 20.04.13


mas primeiro exames, yey! -.-

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por Cate J. às 15:42

Sorry

Quarta-feira, 17.04.13

Desculpem, andei com um teste que me andou a moer a cabeça, e apesar de já o ter feito ainda não tenho muito tempo para passar o resto do capítulo para o pc, porque eu escrevo-o nas aulas em que não se faz nada. 

Prometo que no próximo sábado têm mais um e vou tentar que seja grande para compensar.

 

Deve ser dos últimos, andei a cortar algumas cenas que pensei que podiam acontecer, porque não há muitos comentários e o meu entusiasmo já está a ficar a zeros, maaaaaaaaaaas, para quem lê e comenta e para quem eu sei que lê e não comenta, eu prometo que vou tentar ser assidua. 

 

Peço desculpa por este sábado não ter postado nada.

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  • Helena Pinto

    Olá :)

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    omg será que é esta que eu vou conseguir seguir do...

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