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The one vs testes

Domingo, 25.11.12

Olaa, só queria avisar que os testes são muitos nestas próximas duas semanas e que por isso não vou poder escrever o próximo capitulo tão cedo, pelo menos não como eu gosto.

Prometo que vou tentar posta-lo ainda esta semana, mas não vou dar certezas.

Beijinhos e obrigada por lerem.

 

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The one - 4

Segunda-feira, 19.11.12

The one  - 4

"Ele beija mal?"

 

 

 

Estava com Camilla no cacifo, quando Jack se colocou à frente do meu, sendo seguido de Mason que se desequilibrou fazendo Jack quase cair. Levantei as sobrancelhas e ambos me sorriram.

-O que é que se passa? - perguntei.

-Amanhã é feriado - começou Mason com uma voz amuada olhando de lado para o outro. Jack recompôs-se e olhou-me.

-E quê? - perguntei com um suspiro.

-E hoje eu vou fazer uma festa, o meu pai e a minha mãe - a Madrasta - vão estar fora - disse cruzando os braços fazendo-me olhar para os músculos dos mesmos. Eu ainda ia morrer. Suspirei, desta vez porque ele era mesmo bonito e ouvi-o continuar a falar, despertando - foram de fim-de-semana prolongado - acrescentou.

-A minha mãe morreu à três di.. - Mason interrompeu-me.

-Tens alguma coisa melhor para fazer? Não pois não? Então, vai ter com a Marie e arranja-te - disse ele muito autoritário fazendo-me sorrir. A sério, só eles. Mal não me ia fazer e podia ser que me distraísse. É claro que não podia dizer que não estava triste, mas de alguma forma a morte da minha mãe não me tinha afectado tanto como aconteceu ao meu pai.

-Estás bem?  - perguntou Jack por eu estar tanto tempo calada com o olhar fixo nele. Assenti com um sorriso e ele continuou - Então vais não é? Ando a programar isto desde... desde a semana passada mas isso não interessa, tu vens e pronto - disse muito tão decidido quanto Mason. Ele estava tão diferente comigo desde aquele dia, para melhor, nós deixamo-nos de falar por coisas estúpidas e irrelevantes, eu era apenas uma rapariga demasiado orgulhosa para dar o braço a torcer e ele um rapaz demasiado maniento e cheio de raparigas para parecer que se importa.

-Sim, eu vou, mas não exagerem - Mason e Jack entreolharam-se e riram-se. Marie chegou do nada aparecendo à frente deles.

-Vamos ter festa hoje - disse levantando uma mão quase aos saltinhos. - Como é que vai ser Jack? - perguntou-lhe virando-se para ele. Revirei os olhos só de imaginar como é que ia ser o ambiente. Todas as festas eram iguais, era impossível, mas no fundo eu até estava empolgada.

-Anda ali que eu mostro-te - Jack fez um sorriso maroto agarrando na cintura de Marie e praticamente e puxou dali para fora. Mason ficou a olha-los e encolheu os ombros quando desapareceram do nosso campo de visão. Tentei ignorar o quanto aquilo me afectava e olhei o meu melhor amigo.

-Não gostas mesmo nada dele, pois não? - perguntei.

-Ele é fixe quando quer - acabou por dizer depois de parecer ter pensado uns cinco minutos. Voltou a encolher os ombros e abraçou-me -  Vais fazer o furor que fazias antes miúda - disse a rir-se.

 

Já estava em casa dos James, não tinha tido coragem de ir à minha buscar um vestido qualquer, mas decidi que amanhã iria. Marie estava à minha frente com dois vestidos novos que tinha para mim e atrás dela havia outros dois, também novos, para ela escolher.

-Eu gosto do preto - disse-lhe sentada na cama com as pernas à chinês. Ela abanou a cabeça - Não, já chega de preto para ti - resmungou dando-me um vestido verde rendado - Vá, veste isso, combina com os teus olhos.

Revirei os olhos e fui vestir o vestido para a casa de banho colocando apenas alguma maquilhagem não muito carregada para tapar algumas imperfeições. Marie foi depois de mim e fez questão de  me esticar ainda mais o cabelo e puxa-lo  para trás fazendo-me uma trança indiana.

-Marie, as minhas bochechas... 

-Não quero saber, ficas engraçada, toda a gente adora as tuas bochechas gordinhas. - Revirei os olhos mas ela ignorou virando-me para o espelho. Elas estavam todas sobressaídas, só me apetecia tirar aquilo do cabelo e deixa-lo natural - Nem penses, - disse como se me lesse os pensamentos - tens que estar linda - disse - vais mostrar às pessoas que estás de volta, não importa o tempo que passou, percebeste? - perguntou ela olhando para o espelho e eu fiz o mesmo assentindo. Ela tinha razão, eu tinha que voltar, mas isso não me impedia de tentar descobrir quem é que tinha feito aquilo aos meus pais.

Ajudei-a a vestir-se fazendo-lhe uma trancinha igual à minha no cabelo, apesar de ela o ter mais pequenino. Quando estávamos prontas, ambas pegámos nas nossas malas descendo até à sala onde já estava Mason impaciente e à nossa espera. 

-Daqui a pouco era Natal e eu aqui à espera, estou a morrer de fome, vamos lá - disse todo resmungão. Ri-me passando a mão pelo seu ombro.

-Não nos querias bonitas? - perguntei apesar de hoje estar a sentir que devia enfiar a cara num buraco. Ele sorriu e tocou-me nas bochechas apertando-as - Pára de fazer isso - reclamei. 

Acho que pela primeira vez estava a esquecer tudo e já conseguia ser parecida à Rebecca de antes. Saí do carro com os meus saltos altos gigantes e fui ter com Marie olhando para a mansão de Jack. Já estava lá pelo menos metade da escola e às horas que eram duvidava que não aparecesse a outra metade juntamente com mais pessoas desconhecidas. Jack apareceu assim que nós entrámos.

-Finalmente! Venham para a cozinha, guardei o melhor para vocês - disse fazendo um trejeito com a cabeça para o seguirmos e assim o fizemos. Ele estava tão.. a camisola branca dele estava toda justinha ao corpo e as calças escuras estavam um pouco descaídas, mas apenas um pouco, não estavam exageradas. Ele era tão perfeito e tão nada meu. E ainda bem, não sabia se a querer que ele fosse meu, pelo menos não queria ser por aí comentada que tinha cornos ou algo do género.
Quando chegámos à cozinha, onde não estava ninguém, vimos uma taça repleta de morangos. - Eles são tão bons - disse já meio alterado. Levantei as sobrancelhas começando a rir-me e tirei um. E..

-Jack - passei a mão pela minha barriga enquanto me ria - tu enganaste-te, era suposto pôr açúcar, não vodka aqui dentro.

-Ela é esperta - disse abanando a cabeça enquanto apontava para mim. Todos nos rimos e a porta abriu-se. Era uma rapariga ainda mais baixa que eu, ou então não, porque eu estava de saltos e ela não, que se agarrou ao braço do Jack. Olhei Marie que fazia uma cara estranha a aproximar-se deles.

-Olá pessoas - disse a miúda antes de perceber que estava em apuros.

-Desculpa? Podes largar o meu namorado? - perguntou ela calmamente. 

-Ele não é teu namorado - disse quase a saltar para cima dele, vi-o a arregalar os olhos enquanto comia o morango dele como se nada estivesse a acontecer.

-É sim, larga-o sua pita desgrenhada, eu vou matar-te - gritou Marie e só vi a gaja atirar-se para cima dela fazendo as duas caírem. Arregalei os olhos, tal como os dois rapazes. Eles queriam que eu voltasse a  ser eu não era?
Respirei fundo e fui ter com as duas agarrando no cabelo da gaja loira e puxando-o para trás.

-Tu não te atrevas a tocar nem num cabelo da Marie, ouviste? - disse com ela já a chorar. Assim que a larguei ela foi-se embora e Jack começou a rir. Eu nem lhe liguei, tanta merda só por causa dele, mas o que é que ele tinha? Nem era assim tão... ai era, era. Era todo perfeitinho. Fechei os olhos passando a mão pelo cabelo para ver se ainda estava alguma coisa de jeito e endireitei-me.

Marie estava meio atordoada e quando viu Jack a rir-se saiu. Ainda fui para ir atrás dela, mas primeiro, ela precisava de descarregar a raiva dela. Fui ter com Mason e vi-o a rir-se de Jack. 

-Vamos dançar pessoas, já chega de morangos dos chinês - disse o meu melhor amigo agarrando-me na mão e puxando-nos para a sala que estava arranjada de modo a todos pudermos dançar sem andar às cotoveladas uns dos outros.
Jack não parava de me dar bebidas e Mason fazia o mesmo, eu sabia muito bem o que eles queriam, mas mesmo assim não evitava beber. Uma vez não me fazia mal.

-Eu estou a ir por caminhos errados - disse a Mason do nada. Ele riu-se e encostou a cabeça ao meu ombro.

-Porquê Becca? – levantei o olhar para os dela e sorri

-Porque estou a beber para esquecer - respondi-lhe sentindo as mãos de Mason a apertarem a minha cintura fazendo-me ficar colada a ele.

-Não estás nada, estás a beber para te divertir, como todos.

-Não precisamos de beber para nos divertir-mos - ri-me beijando-lhe a bochecha, mas ele desviou a cara e acabei por dar muito ao de leve nos seus lábios. Afastei-me apenas uns milímetros com o coração aos pulinhos, mas ele aproximou-se devagarinho com uma mão na minha bochecha e os meus reflexos estavam tão baixos que eu nem me afastei a tempo de evitar que ele me beijasse.

Afastei-me ainda meio atordoada e saí dali deixando-o sozinho, o que me ia arrepender, mas eu sentia-me em choque. Nunca na minha vida tinha pensado beijar Mason, ele era um irmão para mim. Um irmão que nunca tinha tido, agora que o tinha feito, apetecia-me vomitar. Tirei a minha trança passando a mão pelos meus cabelos para os deixar soltos e Jack apareceu-me à frente.
-Oh meu deus parem de me aparecer à frente - queixei-me levando as mãos aos olhos. Ouvi-o a rir e levantei o olhar para ele quando me puxou o queixo para o olhar.
-Não faças essa cara ruivinha.  – Marie agarrou-me no braço e puxou-me para a cozinha. Sentei-me na cadeira de olhos arregalados. Isto estava de loucos e eu estava bêbada e… estava tudo demasiado hilariante dentro da minha cabeça, apesar de não me apetecer rir. Pelo contrário, apetecia gritar com tanta coisa.
-O teu irmão beijou-me – Marie estava a olhar para mim porque percebeu que eu estava a ficar maluquinha, mas o que eu disse fez com que ela arregalasse os olhos e começasse aos saltinhos.
-Oh meu deus – guinchou levando as mãos à boca. Abanei a cabeça ainda em choque.

-Que nojo – murmurei. Ela fez uma cara séria muito rapidamente e aproximou-se.

-Ele beija mal? – perguntou baixinho como se fosse uma vergonha e com os olhos muito arregalados. Eu abanei a cabeça com o olhar fixo nas minhas mãos durante algum tempo.

-Não, pelo contrário ele beija mesmo bem, não sei porque é que não tem mais namoradas – ela e eu rimo-nos.  O choque já me estava a passar, a parte pior era enfrentar Mason quando o visse. Que vergonha, pelo menos podíamos usar a desculpa da bebida.

-É o Jack não é? – perguntou com um suspiro e sentou-se à minha frente tirando um morango já quase desfeito em álcool, mas mesmo assim ela comeu-o. Eu apenas assenti e ela encolheu os ombros arrastando uma cadeira e sentando-me à minha frente.

-Esquece, ele não é rapaz para ti, nem para ti nem para ninguém – eu continuava sem perceber porque é que ela dizia isto do seu próprio namorado, mas também não tive tempo de perguntar porque a porta abriu-se e fechou-se de repente.

-Shiiiiu – mandou Jack encostado à porta de olhos arregalados - Eles querem que eu cante, eu não vou cantar. Não vou mesmo!

-Vai lá, tu cantas bem – disse Marie com um sorriso. Começava a achar que ela gostava mesmo dele, não sei… se isso acontecesse... não, pela maneira como falava dele não gostava de certeza.  – Canta para mim – saltou da cadeira e atirou-se a ele com um beijo na bochecha. Ou não sei..  – Cantas?

Ele fez-lhe olhinhos para que não lhe fizesse aquilo, mas ela continuou com o seu sorriso, nunca ninguém lhe dizia não. A não ser eu.

-Está bem eu canto – acabou por ceder com uma cara amuada, levantei-me para tirar os sapatos e ele olhou-me. – Para ti também, só faço pelas duas. – disse apontando para nós.

 

Desculpem a demora, o meu tempo ficou apertadinho.

E desculpem a apresentação disto, amanhã eu arranjo-a melhor

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The one - 3

Quarta-feira, 14.11.12


The one - 3 
" Sorri, és uma espécie procurada"

Becky -esquerda- e Marie - direita-



Mason estava ao meu lado a agarrar-me a mão com os olhos vermelhos, Jack estava do meu outro lado, apenas a olhar para as suas mãos enquanto Marie chorava mais do que eu, andando de um lado para o outro. O pai dela era detective, também estava lá, mas não veio falar connosco apenas ligou à mulher e fechou-se com outros no quarto da minha mãe.

-Estás bem? - perguntou Mason. Mordi o lábio para não responder mal e apenas assenti com a cabeça.

Já tinha falado com os detectives, a morte do meu pai já estava a ser investigada porque tinha sido estranha demais, pelo menos sendo ele quem é. Apesar disso, Garrison James, o pai de Marie James e de Mason James era muito amigo dele e ele próprio tinha dito à minha mãe que não ia descansar enquanto não soubesse o que se tinha realmente passado.

Não me deixavam entrar no quarto para estar com ela. Eu também não sabia se queria mesmo, estava demasiado chateada com tudo. Já tinha perdido o meu pai, os meus avós, porque é que agora tinha que ficar sozinha? Eu nem irmão mais velho tinha para cuidar de mim e sentia-me cada vez mais necessitada em relação a isso. Apesar de ter amigos, que agora me apoiavam, era como se não estivesse. Só esperava não estar a ser ingrata com eles, não queria mesmo magoa-los e perde-los também.

Limpei a cara novamente e cerrei o maxilar para parar de chorar, olhei Marie que agora estava sentada à minha frente, em cima da minha mesa de centro inclinada para mim. Se ela parecia uma lástima, eu não queria sequer imaginar como é que eu estava. Já tinha ido horrível para o bar para encontrar Jack e agora que ele estava mesmo ao meu lado estava cada vez pior. Que bela imagem com que ele ficava de mim.

-A minha mãe está a vir, vais ficar connosco, não quero que fiques aqui, ainda por cima com esta gente toda não vais conseguir descansar. - Abanei a cabeça porque queria ficar. - Não discutas comigo Becca, está decidido por  mim e pela minha mãe, aliás por todos – disse com um tom persistente seguido de um suspiro. Eu decidi que não queria discutir com ela, eu era casmurra, mas ela também e agora não me sentia em condições para ser também.
Jackson levantou-se e Marie olhou-o levantando-se depois também.

-É melhor eu ir embora, falamos amanhã. - deu-lhe um beijinho leve nos lábios, fazendo-me desviar o olhar, e um na minha testa. - Não estás sozinha Becky  - sorriu-me. Eu assenti e vi-o a ir embora. Ele percebia-me. Eu sabia que sim. Ele sempre tinha sido um menino da mamã, mas infelizmente ela tinha morrido cedo demais, ainda não sabia porquê e ele também não falava do assunto, mas ela tinha ficado muito doente quase de um momento para o outro, ou então talvez tenha sido a minha mentalidade de criança que não sabia ainda diferenciar o tempo. Enfim, ele era órfão de mãe e praticamente de pai, porque esse só lhe dava comida e dinheiro, mais nada. Ele só tinha doze anos, talvez a situação dele tenha disso pior que a minha. Não sei. Nessa altura eu ainda falava com ele, éramos super amigos, mas depois decidi-me afastar visto que decidiu deixar de ser querido para ser um parvo que andava atrás de todos os rabos de saias que lhe apareciam à frente. As hormonas fazem disto. Talvez eu sempre tenha gostado dele, não sei bem, era demasiado criança para distinguir se havia amor ou não.

Entretanto a mãe de Mason e Marie chegou, levantei-me recebendo um abraço dela. Anne estava tal e qual a filha. O cabelo loiro dela estava todo desengaçado e os olhos castanhos como de Marie deitavam lágrimas a todos os segundos. Sentia-me estranha, não conseguia estar como elas, quando tinha sido com o meu pai, só chorava e soluçava pelos cantos, mas agora não. Acho que estava a sentir-me mais irritada e injustiçada do que outra coisa.
No caminho fomos todos calados e ainda bem, não queria falar. Em casa, deram-me roupa mais confortável, mas não mais quente que a minha, um chá e um comprimido para eu dormir. Marie deitou-se na sua cama com um suspiro e deu-me uma almofada para eu me deitar ao seu lado, assim o fiz encostando-me a ela. Ela estava tão cansada que nem teve tempo de dizer nada, mas eu não consegui dormir, nem mesmo com o efeito dos compridos ou quando fechei os olhos.


Sem eu reparar passaram-se dois dias, o fim-de-semana tinha acabado e tinha que passar por uma nova e tortuosa semana. Não queria, mas tinha que ser precisava de passar este ano a todo o custo e ele já ia a meio. No início do primeiro período tinha morrido o meu pai e as minhas notas tinham descido a pique, agora estavam mais ou menos ao mesmo nível que o ano passado, mas tinha medo que acontecesse o mesmo.

-Estás acordada Becca? -  ouvi Marie quando acordou sentindo a cama mexer-se. Abri os olhos para ver não só ela, mas também Mason. Os comprimidos que Anne James me dava não me ajudavam de todo a dormir, deixavam-me atordoada e dormente, não conseguia pensar muito e detestava sentir-me assim, fazia-me lembrar de como a minha mãe ficava com os antidepressivos, mas ela dormia, eu não.

-Sim? - perguntei olhando-os com os olhos novamente meio fechados.

-A minha mãe está a chamar-nos para tomar o pequeno-almoço, tu não vais à escola pois não? - perguntou-me Mason baixinho porque pensava que eu estava quase a adormecer outra vez, coisa que não ia acontecer.

-Claro que vou - disse sentando-me e passei as mãos pelos olhos e cabelos puxando-os para trás - Tenho-me que ocupar - eu não podia ir a baixo porque se fosse, acabava como ela, ela já andava mais morta do que viva. A verdade, é que preferia matar a pessoa que tinha feito tudo isto a ir a baixo, mas primeiro tinha que saber porquê. Aos jantares, Garrison tinha falado um pouco sobre o caso, ele acreditava que havia uma interligação e que não tinha sido apenas um mero assalto. Não tinham levado nada, apenas a tinha morto, por isso sim, eu acreditava.

-Estás bem? - Marie voltou a fazer a mesma pergunta de sempre e eu já estava pelos cabelos com isso. Já antes tinha sido a mesma coisa, todos os dias a mesma pergunta.

-Parem de me perguntar isso, não tenho motivos para estar, claro que não estou bem! - engoli em seco quando a vi baixar o olhar e Mason a suspirar. Não os queria magoar e sentia que quanto mais abria a boca pior fazia.

-Pronto, vem tomar o pequeno-almoço connosco- disse ele levantando-se e indo até à porta. O telemóvel de Marie tocou e ela atendeu saindo do quarto. Fui até à casa de banho e vesti uma roupa de Marie, por acaso isso agradava-me, eu gostava da minha roupa, mas tinha perdido o apetite de ir às compras. Vestir roupa que usualmente não vestia agradava-me.

Quando estava pronta Mason deu-me a mão e descemos juntos até à sala de jantar, onde estava a sua família, menos Margaret a irmãzinha mais nova, que estava doente e provavelmente dormia no seu quarto.  A empregada colocou um prato a mais para mim e serviu-me.

-Eu não sou incapaz, obrigada - sorri-lhe tentando não ser mal-educada, ela pareceu perceber-me e afastou-se. Comecei a servir-me com leite e cereais comendo um pouco enquanto sentia todos os olhares presos em mim.

-Já descobriram alguma pista? – todos os dias perguntava isto a Garrison, Anne teve que se levantar pedindo desculpas visto que tinha uma emergência no hospital.

-Não – suspirou – a polícia não acredita que haja ligação entre as duas mortes e não nos deixa vasculhar a casa. E como tu és menor, não te posso pedir isso, eles iam desprezar uma assinatura de uma menor.

-Até a da órfã? – perguntei mordendo o lábio, detestava dizer aquilo, mas era verdade, eu estava órfã.

-Sim, lamento Rebecca – abanei a cabeça com um suspiro.

Marie, que entretanto já estava na mesa ouviu a porta e desatou a correr para ela, aparecendo mais tarde com Jackson. Uau.. ele já ia a casa e tudo. Talvez Marie estivesse errada e ele gostasse mesmo dela, era um sentimento horrível porque ela era a minha melhor amiga, mas eu detestava vê-los juntos, tinha um inveja enorme.

-Também vais? - perguntou meio admirado por me ver ali. Marie olhou para o pai que analisava o rapaz.

-Este é o Jack – disse mordendo o lábio apertando o braço dele. Olhei para os cereais que ainda tinha na taça.

-Bom dia – disse ele, Garrinson levantou o queixo como se o cumprimentasse e recomeçou a comer com um olhar crítico sobre ele.

-Vou - disse apenas quando todos se calaram. Levantei-me indo ao quarto de Marie buscar umas folhas e uma mala dela, já que tinha as minhas coisas em casa e ainda não tinha lá ido. Coloquei a mala ao ombro e fui ter com eles, que já estavam todos à minha espera.

Não consegui evitar um suspiro quando lá cheguei, não tinha muita paciência para aturar certos comentários que já tinha deixado de ouvir há pouco tempo. Quando o escândalo da morte de meu pai cessou tinha sido um alívio.  Senti um braço por cima dos meus ombros e não me afastei por saber que era Mason, pelo contrário até sorri um bocado dando-lhe um beijo na bochecha.

A coisa boa na casa dos irmãos era que podíamos ir a pé para a escola, eu gostava, detestava andar de metro em New York, preferia gastar balúrdios em táxis para ir só para a escola. O meu pai é que me tinha habituado mal, ele ia sempre levar-me e quando não conseguia chamava um táxi, porque tinha medo que me acontecesse alguma coisa.
O liceu onde eu andava era o melhor, mas apenas em qualidade de professores e instalações, porque as pessoas eram mesquinhas, adoravam criar problemas a outros para serem conhecidas, ou para ficarem bem vistas no meio da sujidade delas. Mason tinha tido vários problemas no primeiro ano dele, ele e Marie não eram muito conhecidos na zona e tudo levava a olhares maldosos. Comigo nunca ninguém se tinha metido, todos sabiam que não valia a pena, eu acho que eles até tinham pena. Eu não sou uma pessoa mesquinha, mas sou conhecida, talvez mais do que gostaria ser. Não é que não gostasse, pelo contrário, é giro andar pela escola e saber que todas as pessoas me conhecem. Mas, por outro lado, toda a gente sabe da minha vida, às vezes até sabem de coisas sobre mim que nem eu própria sei. 

Ao entrar no edifício principal não baixei o olhar como tinha feito quando entrei pela primeira vez depois do meu pai ter morrido. Senti todos a olharem para mim e algumas pessoas comentavam coisas, eu conseguia ouvir e perceber, era como se já tivesse prática.

-Que aula vais ter? - perguntou Mason tocando nas minhas bochechas, ele sempre tinha gostado de fazer aquilo, eu sempre tive bochechas ‘fofinhas’ como ele dizia.

-Vai ter Inglês comigo - disse Jack antes que eu respondesse. Mason ficou a olhar para ele e  Marie foi ao cacifo, fui atrás dela buscar as minhas coisas que eu deixava sempre lá. Quando tocou, Mason foi para o lado contrário mais a irmã e Jack foi ao meu lado sorrindo-me, quando o olhei, forcei-me a fazer o mesmo. Apesar de não estar no meu melhor, ainda conseguia sentir o meu coração bater muito rápido fazendo-me respirar irregularmente. Ele conseguia mesmo mexer comigo, só por causa disso apetecia-me bater-lhe.

-Porque é que de ti recebo só sorrisos forçados? - fez uma cara rabugenta juntamente com um olhar desiludido a fingir, o que me fez revirar os olhos com um sorriso mais genuíno. - Assim gosto - riu-se - como é que estás? - perguntou-me. Tinha a voz entalada na minha garganta, nunca pensei em voltar a falar com ele depois de cinco anos. Mordi a parte de dentro do lábio, pelo menos a pergunta dele tinha sido diferente, ele sabia que eu não estava bem. Apenas encolhi os ombros e ao entrar na sala de aula ele passou as mãos pelos mesmos. Fui sentar-me na minha mesa e para meu espanto ele veio para o meu lado.
As pessoas começaram a chegar e a olhar-me.

-Coitada, mais valia não aparecer. Se eu fosse a ela não saia de casa, aposto que a família está amaldiçoada ou coisa do género – estava a olhar para Jack quando ouvi o comentário e vi-o a revirar os olhos, percebendo que ele também tinha ouvido. Tinha sido Drew, era um parvo que tinha vindo apenas à um ano para New York, vinha de uma terra Longínqua que nem eu sabia bem onde era e acreditava em tudo o que era fantasmas e suprestições, mas isso não queria dizer que não fosse giro. Era entroncado e tinha uns olhos fenomenais.

Olhei para os meus livros e abri-o sentindo depois um toque na minha bochecha. Toda a gente as adorava, só podia.

-Sabias que os ruivos estão em vias de extinção? – ouvi Jack a falar baixinho na minha direcção quando todos se calaram por causa do professor. Olhei-o com uma expressão curiosa. – Sorri, és uma espécie procurada – riu-se tocando-me no cabelo ruivo.




Este não é dos melhores capítulos, veio mais cedo porque hoje, felizmente houve greve geral.

Acho que já decidi, não vou usar sobrenatural e se por acaso isso acontecer, foi porque tive uma panca qualquer. 


Obrigada pelos comentários, estão a ser todos muito bons ^^ e sinceramente pensava que ia demorar até atingir mais do que dois ou três.

Não sei quando vou fazer o próximo capítulo, mas ele aparece para esta ou para a próxima semana.

 

Beijinhos e obrigada.


Ah! e vão continuando a dizer as vossas teams aahahhahaha 

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Terça-feira, 13.11.12

Primeiro de tudo, hoje ou amanhã vão ter capítulo

 

Segundo! Venho aqui dar um linkzinho.

 

Ela está a começar uma história e tenho a certeza que vocês vão gostar ^^ ela escreve suuuuuuuuuuuper bem, por isso e.e vão lá e deixem comentário

 

http://itstoocoldoutside.blogs.sapo.pt/

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Encolhi os ombros e encostei a cabeça ao ombro dele mais uma vez - Por isso mesmo, vai toda a gente e não tenho roupa para uma festa de Halloween.

- Roupa arranja-se, não sejas chata. E queres melhor do que uma festa de anos numa casa de praia, com todas as pessoas da escola? Bebidas estranhas, sexo em cantos obscuros, bandas desconhecidas. E o melhor de tudo é que mais uma vez vou poder tomar conta de ti.

Revirei os olhos e virei a cara para ele – Que animação. 


Ela ainda só está no primeiro capítulo, vão lááááá.

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The one - 2

Sexta-feira, 09.11.12
The one - 2 
"Ele ficou contigo"

Mason



Jack tinha razão, eu estava a divertir-me pela primeira vez após a morte do meu pai, só não sabia se estava assim devido à bebida ou porque eles eram mesmo engraçados.

-Mais outra rodada? Vais falir a mãe - disse Marie arregalando muito os olhos, ela já não estava nada bem, e talvez eu também não estivesse.

-Claro, afinal não é todos os dias que se faz dezoito! - disse Mason com um ar convencido. Olhei para ele levantando uma sobrancelha e ri-me. Tal como prometido, ele pagou-nos a rodada e desta vez eu começava a sentir-me mesmo mais quente.

Uma música começou a fazer o pessoal à nossa volta começar a dançar, Marie começou a mexer-se no banco fazendo-me rir das suas figuras. Ela era parva e eu conseguia ser como ela, mas ultimamente não conseguia fazê-lo muito.

-Anda Becca - pediu o seu irmão. Levantei uma sobrancelha porque ele era um péssimo dançarino, mas não consegui resistir ao seu sorriso e olhinhos encantadores de um azul lindo que eu amava. 

-Cuidado com os meus pés, preciso deles - gozei, ele revirou os olhos e abraçou-me a cintura mal começou uma música mais calma que a anterior. Sorri encostando a cabeça no seu ombro e ele baixou ligeiramente a cara encostando os seus lábios na minha testa enquanto dançávamos. 

-O que se passa contigo? Não estás tão contente como costumas estar, hoje - levantei o olhar com o seu comentário, eu adorava-o mas ele às vezes parecia não se lembrar do que tinha acontecido.

-Não é nada, não te preocupes - sorri-lhe.

-É a tua mãe? - perguntou fazendo-me encolher os ombros, não queria falar muito disso e ele percebeu isso calando-se e dando-me apenas um beijinho na testa. 

Senti o meu pé ser esmagado debaixo do seu e comecei a rir-me afastando-me dele depois de lhe dar um beijinho na bochecha.

-Eu já estou bêbada, é melhor não dançar muito antes que caía para o lado - ri-me. Ele fez o mesmo e agarrou na minha mão levando-me para a mesa onde estávamos. Marie, que estava a dançar com Jack veio ter connosco toda a sorrir.

-Aww, vocês estão tão fofos! - riu-se sentando-se à nossa frente.

-Mais fofos estávamos nós - vi Marie corar com o comentário de Jack, que abraçou a cintura e lhe deu um beijo na bochecha. Ela dizia que ele a tinha traído, mas ele parecia-a tratar melhor do que muitos rapazes já a trataram. 

Se eles estavam fofos ou não, eu não sabia e ainda bem que não os tinha visto. O álcool já estava a subir-me à cabeça e apesar de Marie ser a minha melhor amiga desde sempre, senti vontade de lhe saltar para cima e arrancar-lhe alguns cabelos. Suspirei contendo-me e encostei a minha cabeça ao ombro de Mason. Eles começaram a falar não sei bem do quê porque não estava com muita atenção. 

-Becca - chamou-me o irmão de Marie abanando o meu ombro ao de leve. Levantei o olhar para ele e engoli em seco.

-Eu  não me estou a sentir muito bem - disse quando a minha cabeça começou a andar à volta e o meu estômago a doer. Todos me olharam sem reagir e eu apenas me levantei devagar indo até à casa de banho. Felizmente, a sanita não estava assim tão suja, pelo que me pude agarrar a ela e vomitar todas as bebidas que tinha ingerido. Quando olhei para trás vi Mason e, surpreendentemente, Jackson atrás de mim. Encostei-me à parede branca e abanei a mão para que eles fossem embora.

-Não. - ouvi Mason.

-Estás bem? - perguntou Jackson. Abanei a cabeça fechando os olhos, não conseguia parar de ver tudo à volta, apesar do meu estômago ter acalmado. 

-Vão-se embora, eu já vou ter convosco - prometi. Mason abanou a cabeça - Mason, eu já vou - ele suspirou e foi-se embora com medo que eu ficasse chateada com ele se não fosse, contudo, Jackson continuou agachado à minha frente.

-Toma - colocou-me um pacote de açúcar nas mãos e desviou-me o cabelo ruivo da frente dos olhos.

-Jackson, vai tu também - pedi-lhe, mas ele não era tão influenciável quanto Mason e em vez de fazer o que lhe pedi sentou-se ao meu lado e agarrou no açúcar fazendo-me abrir a boca.

-Deixa derreter  - disse e eu assim o fiz. Para minha vergonhada, comecei a chorar estupidamente sentindo os seus braços à minha volta. Agarrei na sua camisola e encostei a cabeça ao peito dele.

-Lamento pelo teu pai - disse quando deixei de ouvir apenas o som do meu choro nos meus ouvidos - eu conheci-o minimamente, ajudei-o com umas coisas do trabalho - falava num tom calmo, ele podia ser quem era, mas era super inteligente tal como o meu pai, eu sabia que por vezes eles se reuniam para debater assuntos. - a minha mãe comentou ao jantar que a tua não está muito bem. Era por isso que querias ir embora?

- Abanei a cabeça negativamente, eu queria ir embora porque não o queria ver a ele e a Marie juntos. Afastei-me dele começando a dar-me chapadas a mim própria, estava abraçada ao rapaz que gostava, que por acaso, namorava com a minha melhor amiga e sabia que, com o meu cérebro ainda a trabalhar mal, isto ia dar mau resultado. - Vamos lá para dentro - eu assenti levantando-me com cuidado e passei apenas a cara por água vendo que parecia mais uma morta viva do que propriamente eu. 

Quando apareci de novo no bar Marie veio ter comigo e abraçou-me.

-Estás bem? Pensava que ias morrer! - olhei para ela fazendo uma careta mas acabei por rir. 

-Devias parar de beber Marie - ela fez um sorriso culpado e largou-me saltando para as cavalitas de Jack. Desviei o olhar deles e fui ter com Mason que estava sentado a olhar-me.  - Viste? Já estou bem, foi bebida a mais, não jantei muito - disse colocando as minhas pernas em cima das dele. Ele assentiu olhando para a irmã.

-O que foi? - perguntei vendo-o triste - fazes anos, anima-te - pedi. 

-Ele ficou contigo - encolheu os ombros - eu não gosto muito dele para a minha irmã, mas não me meto. - mordi o lábio engolindo em seco.

-Ele não é má pessoa - disse tentando fazê-lo mudar de opinião - apenas gosta de raparigas - pois… Mason assentiu e pediu para esquecer a conversa que era só ele a ser sentimental. Perguntou se queria ir embora e eu assenti, apesar de não me sentir mal, estava cansada e queria ir dormir. 

-Nós vamos embora, vou leva-la a casa - disse Mason com uma mão nas minhas costas.

-Nós vamos com vocês, não ficamos aqui a fazer nada - disse Jack e olhou para Marie, os outros já tinham ido embora por isso eu encolhi os ombros sem argumentos para dar contra. Virei costas começando a andar em direcção da minha casa.

-Manhattan à noite é assustador - comentou Mar com uma voz arrastada encostando-se ao peito de Jack que lhe abraçava os ombros. 

-Isso é porque são cinco da manhã Marie é normal que não esteja muita gente na rua ou de carro - ri-me atravessando para minha casa, felizmente já não chovia pelo que estava seca. 

-Ainda pior, quem anda pela rua somos só nós e os maus - revirei os olhos abanando a cabeça e destranquei a porta de casa. 

-Vai dormir - mandou o irmão gozando com ela. 

-Não! - era a minha mãe a gritar. Suspirei olhando para eles, que vendo-os fazer uma careta.

-Deve estar a ter um pesadelo - comentei baixo.

-Vai Becky, até amanhã - Jack falou-me novamente eu forcei-me a sorrir um pouco abrindo a porta.

-Socorro! - ouviu-se um tiro que me paralisou e quando voltei a reagir vi um vulto vir na minha direcção sentindo, depois a minha cabeça colidir com o chão. Olhei para trás tentando ver quem me tinha empurrado e ajudaram-me a levantar. Olhei em volta desorientada e Marie veio ter comigo.

-O... o tiro - murmurei e senti uma chapada na bochecha que me voltou a concentrar - oh meu deus - murmurei entrando de rompante em casa e fui até ao quarto dela, porque a sala estava como eu a tinha deixado. Quando estava a entrar parei levando as mãos à boca. A minha mãe estava deitada na cama de barriga para baixo, parecia que estava a dormir, a única diferença é que havia uma mancha enorme debaixo dela. 


 

Eu desta vez não avisei quase ninguém que comentou da última vez, porque não quero ser chata, mas quem quiser seguir a história que peça para eu dizer quando postei, não faz mal nenhum.

 

Neste capitulo já começa a acontecer alguma coisa, vocês podem ver que vai ter acção, pouca ou muita ainda não sei, mas ando a magicar umas coisas. 

 

Arriscava-me a perguntar: team Jackie (Jack+Beckie) ou team Masie (Mason+Beckie)? 

 

E agora eu pergunto, porque sinceramente estou a ficar indecisa, ponho sobrenatural (não, não é a série ahaha) ou não na história?

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Thank you

Domingo, 04.11.12

Tive mais comentários do que esperava e espero que para a próxima todas as pessoas que lêem o comentem, elas sabem para quem eu estou a falar ^^ 
obrigada, ainda bem que gostaram e espero postar outro capítulo em breve, vou fazê-lo ainda esta semana

 

Adoro-vossssssssss

 

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por Cate J. às 22:19

The one - 1

Quinta-feira, 01.11.12
The one - 1

 

Marie olhou-me e eu olhei-a.

-Confessa - pediu. Eu abanei os ombros e de seguida a cabeça fazendo uma careta.

-Não tenho nada para confessar - disse a olha-la.

-Confessa que gostas dele.

-Ele é teu namorado, é claro que não! - suspirei colocando o meu cabelo ruivo ondulado só para uma parte do meu ombro. 

-Eu não fico chateada, tu conhece-lo à mais tempo, eu percebo - disse pousando a mão no meu ombro já sem cabelo.

-Marie... - ela olhou-me com aqueles grandes olhos castanhos e eu baixei o olhar abanando a cabeça.

-Eu já percebi acabaste de dar a resposta. - veio sentar-se ao meu lado abraçando-me o outro ombro. 

-É que ele.. ele é tão perfeito - abanei a cabeça. Ele tinha um cabelo preto, olhos castanhos muito idênticos aos de Marie, mas os dela eram mais expressivos e grandes, apesar dos dele terem um ar de menina por serem muito pestanudos. E era grande e musculado. Era um dos melhores.

-Não, não é - disse Marie abanando a cabeça. Eu ergui o olhar para ela com uma expressão confusa. - Eu gosto dele, mas.. ele é um atrasado Becca. - garantiu. Sim, ele tinha uns problemas. Por ser tão lindo conquistava todas as fáceis e deixava aquelas que gostavam mesmo dele mas que não caem apenas no seu encanto, tal como eu.

-Eu sei, ele tem... 

-Muitos problemas se não acabar com  isto. Nós somos namorados à uma semana, mas eu tenho a certeza que por trás ele já andou com outra. - Fiquei ligeiramente espantada por ela me estar a dizer aquilo sem pena ou arrependimento.

-Então porque é que começaste a andar com ele? - perguntei.

-Porque... não sei, acho que queria saber como era. - Fiquei a olhar para ela com cara de parva, eu não me queria zangar, mas se ela... Abanei a cabeça em sinal de reprovação mas acabei por sorrir-lhe.

-Deixa estar, esquece o assunto, tenta muda-lo. - encolhi os ombros - faz qualquer coisa, se dizes que não gostas da maneira dele.

-Eu gosto das saídas à noite mas às vezes ele abusa - levantou-se voltando para a minha frente olhando para o relógio. - Eu tenho que ir para casa Becca, os meus pais estão à espera para ir jantar. O meu irmão faz anos - revirou os olhos.

-Eu sei - sorri. Claro que sabia, o irmão dela era o meu melhor amigo de sempre, era o rapaz mais perfeito à face da terra. - Manda-lhe os parabéns por mim, hoje só quero comer alguma coisa e dormir - levantei-me dando um beijinho na bochecha. Ela deu-me outro sorrindo-me e saiu. 

Fui para a sala ver onde estava a minha mãe e suspirei quando a vi adormecida no sofá. Eu já não sabia o que lhe fazer, ela não reagia à morte do meu pai. Tinha entrado numa depressão que eu não conseguia lidar. Queria poder estar de luto por ele durante algum tempo mas com ela assim não conseguia, tinha que ser forte por ela já que se tinha ido tão a baixo. Fiz o jantar para as duas e quando ficou pronto acordei-a puxando-a para comer, fizemo-lo em silêncio e ela não comeu quase nada. Passei a mão pelo cabelo puxando para trás tentando pensar no que fazer mas apenas levantei a mesa e arrumei tudo deixando-a ir para o quarto, fiz o mesmo deitando-me na cama e foi aí que senti o meu telemóvel vibrar. Olhei para o visor vendo que era Mason, o irmão de Marie.

-Diz. 

-Eh, que mal humor é esse? - reclamou nada agradado. Respirei fundo e endireitei-me na cama.

-Desculpa, mas o que queres?

-Anda com o pessoal para o Crebits - pediu, ou melhor, ordenou. Fiz uma careta coçando a cabeça e suspirei. Não me apetecia nada, ainda por cima a cama estava tão quentinha e lá fora estava a chover, mas sabia que se dissesse que não ele vinha até minha casa e me arrastava até lá visto que o bar perto. 

-Sim, estou a ir - disse levantando-me com alguma dificuldade. Desliguei a chamada vestindo uma coisa tão quentinha quanto a minha cama. Agarrei no chapéu de chuva depois de calçar as minhas botas e saí de casa, não valia a pena dizer à minha mãe visto que ela já nem devia estar acordada, devia estar sedada com os comprimidos. Entrei no Crebits que ficava à distância de quatro casas de mim, do outro lado da rua e olhei em volta. Estava lá muita gente, mas quando vi Jack o meu coração quase que explodiu. Ai, aquele cabelo preto. Abanei a cabeça vendo do outro lado Mason e Marie mais o pessoal. Sorri indo ter com eles.

-Oh meu deus Becca, parece que vens de robe - riu-se Marie um pouco mais alterada do que o costume. Olhei para mim própria, eu tinha um casaco creme todo apertando por causa do frio.

-Eu estava na cama, tinha que vir quentinha para aqui - reclamei sorrindo para o resto do grupo. Sentei-me na mesa onde eles estavam, arranjando um lugar para mim ao lado de Mason e Marie e encostei-me ao rapaz mais contente por ter vindo. Não era mau estar com eles, mas às vezes ficava como a minha mãe e não conseguia reagir. 

-Parabéns para mim, e eu vou pagar uma rodada a todos - disse Mason alto. Ri-me olhando para o barman que quando ouviu aquilo começou logo a fazer as nossas bebidas. Nós costumávamos vir cá tantas vezes que Daniel já sabia o que íamos querer. 

-Ouvi rodada? - ouvi uma voz que me fez arregalar e vi Jack mesmo ao meu lado. - Eu agora sou da família puto - Mason riu-se e apontou para o lugar livre ao lado de Marian, mas ela pareceu ficar tão assustada que ele sentou-se ao lado de Marie, consequentemente mesmo ao meu lado. Marie sorriu-me levemente e hesitou antes de lhe dar a mão como ele tinha feito. A minha boa disposição momentânea tinha acabado. Se soubesse não tinha vindo, nem sequer tinha vindo de "robe". Se alguma vez tive oportunidades com ele estas acabaram de ser destruídas devido à minha aparência. 

Daniel veio trazer-nos a bebida adicioando outra à lista por causa de Jack e fizemos um brinde, só queria ir embora dali por isso quando me acabei, virei-me para Mason.

-Eu vou para casa - disse-lhe, ele fez uma cara nada animada. 

-Não vais nada, vamos ficar aqui a curtir com o pessoal - ouvi Jack. Hã? Ele tinha falado para mim? Depois de tanto tempo? Olhei para ele meio atordoada. - o que foi? - perguntou-me arrelando ligeiramente os olhos castanhos. Ai. Abanei a cabeça para lhe responder, dizendo que não era nada.

-Mas eu queria mesmo ir, a minha...

-Oh Becky senta-te  - disse quando eu já estava paralisada - vais divertir-te vais ver - fiz força para não abrir ligeiramente a boca, ele tinha-me trado por Becky, ninguém fazia isso, era sempre Becca Becca Becca. Sentei-me meia paralisada ainda. - Mais uma rodada e agora sou eu. - quando o olhei ele sorriu-me. 

 

Ontem não consegui postar porque cheguei a casa as sete e meia e fui sair à noite, não consegui mesmo por ainda tive que preparar as coisas e arranjar-me. Desculpem.

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