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Hidra 4 - A verdade mais louca II

Quinta-feira, 14.03.13

4ºCapítulo

A verdade mais louca - Parte II

 

 


Com um suspiro cansado Grace acordou, abrindo os olhos, já não estava na sala, estava no seu quarto, se ela soubesse que tinha sido Rafael a trazê-la ainda lhe dava uma coisinha má. Quando acordou para a realidade saltou da cama e desceu as escadas à pressa olhando depois para Quint que estava no sofá a rodopiar uma faca na mão. Ela arregalou os olhos e deu dois passos. Eram todos loucos aqui não eram?
                - Porque é que estás com uma faca na mão? – perguntou afastando-se. Quint olhou para a faca despreocupadamente e fez uma careta.
                - Ainda não te disseram? A Kate disse que ia contar – encolheu os ombros e foi ter com ela com um sorriso maroto. – Deixa ver – pediu aproximando-se do seu pescoço. Grace ficou estática enquanto ele lhe tentava ver a ferida e mordeu o lábio.
                - Onde é que a minha avó está? – perguntei olhando Quint que estava a admirar o corte perfeito e mais do que cirúrgico. 
                -Está aqui – Kate entrou, como sempre a tempo de ouvir a neta perguntar por ela. – Estás melhor? – Grace assentiu e foi sentar-se esperando uma explicação por tudo.
                -Então como é que foi ser atacada por Humanóides? – perguntou Susie entrando na sala com um sorriso cínico e os braços cruzados ao peito.  Kate arregalou os olhos e fez um gesto para que Grace se acalmasse.
                -Humanóides? O quê? Isso não são robôs? – perguntou levantando-se na direcção da avó. Susie arregalou os olhos e olhou para a senhora que a repreendeu com o olhar, assim que percebeu que tinha feito asneira foi embora na direcção do quintal.
                -Tem calma, não, não são robôs. – Kate suspirou – Quer dizer são, mas também se usa para pessoas diferentes… - tentou explicar com alguma dificuldade e sentou-se ao lado de Grace que se tinha sentado de novo.
                -Muito diferentes – Quint foi sentar-se no seu lugar e recomeçou a brincar com a faca.
                -São aberrações da natureza, que o Homem criou. – continuou Kate algo irritada, isto não estava a correr bem e Grace ia ficar maluca quando soubesse toda a verdade. – Eles alimentam-se de pessoas – disse de uma vez mas num tom calmo e paciente – são monstros que todos nós aqui tentamos combater – explicou ela.  Grace estava a olhar para a avó com uma expressão demasiado neutra.
                -Puseste bebida no pequeno-almoço? – perguntou depois de algum silêncio – eu lembro-me que o meu pai gostava muito disso.
                -Não, estou a falar bastante a sério. A tua mãe vai ficar fula quando souber que te contámos, mas tens que saber de quem descendes. Tu não és uma humana qualquer Grace. – Aquela pequena frase “tu não és uma humana qualquer Grace”, chamou a atenção da mesma. – Tens mais força, mais resistência, tens tudo a duplicar, e ainda serias mais se treinasses como todos os outros – ela juntou as sobrancelhas, aquilo já parecia mais credível, mas agora Humanóides? Que aquela gente se cuidasse por favor.
                -Nós caçamos todos os monstros como os humanóides. – Quint falou lançando a faca a um alvo e voltou a olhar para Grace com o seu sorriso deslumbrante. – Vais ter que acreditar em nós beleza, e se isso não aconteceu eu mostro-te o Concelho.
                -Concelho? – perguntou confusa.
                -Não, calma. Cada coisa a seu tempo – Kate fez questão de manter a calma.  – Grace, olha para mim – pediu a avó – tu não podes confiar em mais ninguém, todo este tipo de aberrações andam à solta e se conseguiram passar a muralha é porque estão irritados, esfomeados, mas principalmente, bem treinados. Este tipo que te atacou pensa, mas está contaminado pela fome e pela raiva. Se eles conseguem ser tão bons como nós somos – apontou principalmente para Quint – poderá acontecer muitas mortes.
                -Eu…
                -Eu disse que ela não ia aguentar, olha só o ar louco dela – apontou Rafael quando entrou abanando a cabeça com um suspiro.
                -Aguento sim! – guinchou com um ar mimado só mesmo para irritar Rafael.
                -Rafael, ela foi educada de modo diferente, é normal que não esteja preparada. O Concelho fez questão de esconder isto muito bem de todos que estão fora de Hidra. – repreendeu Kate.
                -Expliquem-me melhor – pediu Grace respirando fundo, mas depois continuou – existem monstros é isso? – perguntou fazendo a avó assentir. – E nós somos os bons? – olhou em volta – não estamos em nenhum programa de apanhados pois não? – esta última pergunta fez com que Rafael levasse as mãos ao cabelo e à cara enquanto Rafael se ria desalmadamente.
                -Não, os monstros por quem foste atacada ontem são os piores de apanhar, têm veneno, são rápidos, têm aspecto humano, apesar de algumas diferenças, e para além disso pensam, ao contrário de ti – Rafael levantou-se quando a porta se abriu, tinha percebido que era Anastácia e queria fugir daquela conversa, que não era de todo agradável.
                -Eles eram estranhos, todos… pálidos e…
                -São pálidos quando têm fome – explicou Kate com um meio sorriso – a fome deles não é igual à nossa, eles querem a nossa carne, as nossas entranhas, como os zombies da tv – puxei um pouco a sua própria roupa e acabou mesmo por suspirar. – Tens que ter cuidado.
                -Porque é que a minha mãe me mandou para aqui? – perguntou Grace irritada. - Eu nunca fui quase morta onde vivia! – reclamou.
                -Porque eles até à pouco tempo estavam presos, mas conseguiram liberta-los, os mais ou menos treinados conseguiram passar a fronteira e o Concelho não se deve ter apercebido disto, ninguém agora está em salvo Grace, Hidra é o lugar mais seguro de sempre.
                -Eu preciso de apanhar ar – foi a única coisa que Grace disse depois de algum silêncio. Olhou para a porta das traseiras e levantou-se saindo por lá, sendo seguida por Quint que vinha todo sorridente.       
                -Não precisas de ter medo, sabes? Eu estou aqui para proteger – sorriu a Grace que levantou o olhar e sorriu-lhe ligeiramente.
                -A minha mãe sabe disto? – perguntou sem saber se ele sabia a resposta.       
                -Claro que sabe Grace, eu não sei a história, mas ela desistiu de ser Caçadora. – Grace ficou levemente corada devido à raiva que estava a sentir. Todos sabiam menos ela?
                -Queres ensinar-me? – perguntou do nada, colocando-se à frente dele. – Ensina-me, por favor. Eu quero ser uma Caçadora.

 

Isto foi tudo à pressa, deve estar cheio de erros mas eu prometi que postava hoje, aliás, eu prometi que era ontem mas surgiram imprevistos e tive que postar hoje. Hoje vou sair, vou à festa do baile de finalistas ^^ 

Comenteeeeeeeeeem que sábado há mais ^^ 

beijinhoooooos

 

espero que gostem.............

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por Cate J. às 18:30

4 comentários

De Joanna a 14.03.2013 às 18:46

diverte-te e se dizes que nao te vais divertir vou dar-te porrada
omg o quint omg omg omg que sexys e.e omg quero mais. acho bem que sabado haja mais
beijinhos, despacha-te a escrever mais e diverte-te

De twilight_pr a 14.03.2013 às 19:01

Gostei imenso!
Quero o próximo capítulo xD
Quero saber mesmo mais :)
Beijinhos e bom baile

De francis marie a 14.03.2013 às 19:32

Adorei *--------*
Como sempre claro ;)

De Andrusca ღ a 30.03.2013 às 18:01

Será que ele a vai ensinar? :o
espero que sim xD
Adorei!

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  • Helena Pinto

    Olá :)

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    omg será que é esta que eu vou conseguir seguir do...

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